Venda de veículos tem queda de 19,5% em abril
O volume de vendas do setor automotivo caiu 19,5% em abril na comparação com o mesmo período do ano passado revelou, ontem, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar disso, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio, o grupamento de atividades – veículos e motos, partes e peças –, teve alta de 4,4% em relação a março deste ano. De acordo com o IBGE, contribuíram para a queda a retirada de incentivos como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a redução no ritmo da oferta de crédito (aliada à alta das taxas de juros) e a restrição orçamentária das famílias brasileiras, que estão mais endividadas e com receio de comprar devido às incertezas da economia.
Ainda de acordo com a pesquisa do IBGE, somente nos quatro primeiros meses deste ano, o setor acumula uma queda de 16% nas vendas, a maior entre todas as atividades pesquisadas. O mesmo efeito ocorre no acumulado dos 12 últimos meses, em que há uma retração de 12,6%. Por causa dessa situação, muitas concessionárias de automóveis estão anunciando uma série de promoções, com o objetivo de atrair os clientes e aumentar o volume de vendas. São desde nota fiscal a preço de fábrica, emplacamento e IPVA grátis, até taxa zero para financiamentos de determinados modelos, especialmente aqueles considerados mais caros ou luxuosos.
Consecutivas
As reduções nas vendas de automóveis, motocicletas, comerciais leves, ônibus e caminhões vêm se repetindo nos cinco primeiros meses deste ano, fazendo com que o pátrio das montadoras estejam repletos de veículos zero quilômetro. Algumas marcas ainda possuem, em seus estoques, carros com ano de fabricação 2014, modelo 2015, aqueles conhecidos como duas cabeças. Os veículos da linha 2015/2015 também estão “encalhando” e, o que mais preocupa o setor, nos próximos meses, devem começar a sair os automóveis 2015/2016.
Para evitar que seus estoques continuem inflando, muitas montadoras reduziram o ritmo de produção e algumas chegaram a paralisar suas linhas de montagem, dando férias coletivas para seus funcionários, até o fim deste mês. Outras optaram pela suspensão temporária do contrato de trabalho, o lay-off e até mesmo demissões, também para evitar o acúmulo de veículos em seus pátios. Tais ações já foram adotadas por importantes fabricantes de veículos situadas no País, como Volkswagen, Fiat, Mitsubishi, Mercedes-Benz, Volvo, entre outras.
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