MP 665
Líder diz que governo não vai reabrir negociações sobre MP do seguro-desemprego
Agência Brasil | 14h37 | 05.05.2015
O deputado José Guimarães disse que as negociações durante a tramitação do texto que faz parte das propostas de ajuste fiscal do governo chegaram a exaustão na comissão mista criada para analisar a matéria
Guimarães afirmou que esse é o recado que levará a
outros parlamentares do PT a mostrar que o partido está unido pela aprovação da
medida
Agência Brasil
Guimarães disse que as negociações durante a tramitação do texto que faz parte das propostas de ajuste fiscal do governo chegaram a exaustão na comissão mista criada para analisar a matéria: “Não tem essa de recuo. O governo negociou aquilo que era necessário negociar com o Congresso, inclusive reconhecendo o papel do Parlamento. Negociamos bem e 90% de tudo o que foi sugerido nós acolhemos, portanto o texto está pronto, é fundamental para o país e vamos lutar para aprová-lo tal como saiu da comissão”.
Guimarães afirmou que esse é o recado que levará a outros parlamentares do PT reunidos agora na Câmara para discutir uma estratégia harmônica em torno da MP e mostrar que o partido está unido pela aprovação da medida. A matéria foi aprovada na semana passada pela comissão de senadores e deputados e chegou ao plenário da Casa, trancando a pauta e impedindo outras votações.
“A base [do governo] está se consolidando e nossa expectativa é votar a MP, aprová-la e sinalizar para o país que o Congresso está fazendo sua parte. Estou vindo convencer a todos para fecharmos questão e mostrarmos que o PT é o principal protagonista na defesa do ajuste”, completou o líder.
A MP 665 é uma das matérias que o Executivo defende para conseguir ajustar as contas do país. Outra matéria que ainda aguarda votação em comissão mista é a MP 664/14 que trata das regras para concessão do auxílio doença e pensão por morte. O vice-presidente da República, Michel Temer, chegou a alertar o Congresso sobre a necessidade desse acerto para evitar que o corte de gastos do governo, previsto para ser anunciado este mês, seja “muito radical”.
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