Caos na saúde
Fortaleza registrou 373 pacientes atendidos em corredores nesta segunda-feira (4)
08h44 | 05.05.2015
Destes, mais de 30% estavam em UPAs (115), sendo 9 entubados
A divulgação dos atendimentos em corredores agravou
ainda mais a crise na saúde, o que levou à renúncia do secretário estadual da
saúde, Carlile Lavor
Foto: Bruno Gomes
O “corredômetro” é uma ronda feita diariamente por
médicos em unidades de saúde de Fortaleza
Divulgação
As entidades que representam a classe médica começaram a divulgar o “corredômetro” no último dia 21 de abril, o que agravou ainda mais a crise na saúde, o que levou, ainda na segunda (4), à renúncia do secretário estadual da saúde, Carlile Lavor. A decisão do gestor foi tomada após diversas reportagens publicadas pelo Diário do Nordeste mostrando a situação das unidades de emergência.
A decisão de Lavor se deu na véspera da visita do ministro da Saúde, Arthur Chioro, que estará em Fortaleza na tarde desta terça-feira (5) para se reunir com gestores do Ceará. O objetivo é o combate ao sarampo, outro grande desafio da atual gestão. De acordo com o Ministério da Saúde, Chioro irá se reunir com p governador Camilo Santana para discutir medidas para conter os casos da doença no estado. O problema da falta de leitos não faz parte da pauta.
O “corredômetro” é uma ronda feita diariamente por médicos em unidades de saúde como o Instituto Dr. José Frota (IJF), Hospital de Messejana (HM), Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), Hospital São José (HSJ) e nas 9 UPAs, localizadas nos bairros Praia do Futuro, Autran Nunes, Messejana, Canindezinho, José Walter, Conjunto Ceará, Jangurussu, Itaperi e Pirambu.
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