Mais de 150 municípios têm chuva
24.03.2015
A quadra chuvosa se intensificou nesta segunda quinzena de março, trazendo esperança para os agricultores e transtornos para as cidades
Quixadá. Cinco dias após as comemorações em homenagem a São José, padroeiro do Ceará, as preces dos devotos demonstram finalmente serem atendidas. Com as nuvens carregadas, cobrindo todo o Estado com mais frequência, o número de lavouras está começando a se multiplicar no campo. Quem vive nas comunidades rurais comemora e está acordando cedo para brocar a terra e cuidar do roçado. Para quem tem fé, o santo protetor está contrariando as previsões pessimistas sobre a quadra chuvosa.
Na região Centro-Sul, os agricultores voltaram ao campo para o cultivo de subsistência, milho e feijão. Em algumas áreas, os pés já brotaram e cresceram com as últimas chuvas que banham o sertão cearense. Na localidade de Baú, o agricultor Raimundo Vieira de Brito fez o plantio de quatro hectares de milho consorciado com feijão, no inicio deste mês, mas no último dia 19, data em que se comemora São José, plantou mais um hectare. "Estou animado com o crescimento da lavoura e espero que as chuvas não faltem e terei uma boa safra", disse.
O agricultor, Francisco Barbosa de Oliveira, mais conhecido por Nena, plantou seis hectares de milho e dois de feijão. "No ano passado, só colhi um quarto da safra, mas, neste ano, estou esperançoso de que a chuva vai ser boa para a agricultura", disse. "Tenho fé de que não terei prejuízo. Quem plantou vai ter safra garantida". Em alguns municípios da região, a falta de chuva nos últimos oito dias já preocupava os produtores rurais. "As chuvas estão irregulares, localizadas", disse o agricultor, Paulino Bezerra. "Acredito que até o fim deste mês e em abril teremos boas chuvas".
Estragos
Apesar da alegria com as mudanças pluviométricas favoráveis aos agricultores, em algumas áreas urbanas, como Quixadá, embora bem-vinda, a chuva começou a trazer transtornos. Pouco mais de meia-hora e cerca de 82 mm foram suficientes para deixar várias áreas residenciais alagadas. Moradores da Avenida José Caetano, onde o problema do escoamento das águas pluviais se arrasta há décadas, voltaram a reclamar. Mais uma vez o terminal rodoviário e as ruas do entorno ficaram alagadas.
Noutro ponto da Cidade, onde estão localizadas a unidade regional do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), um posto de saúde e a residência universitária da Faculdade de Educação Ciências e Letras do Sertão Central (Feclesc), a rua ficou intrafegável por algumas horas. As viaturas do Samu não puderam adentrar na unidade, e os vizinhos, 20 estudantes da residência coletiva da Feclesc, foram obrigados a saírem às pressas. Rapidamente a água invadiu os cômodos, contou a estudante Rayane Fernandes. Ela aproveitou para solicitar à Prefeitura de Quixadá a limpeza dos bueiros, a fim de evitar mais transto


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