investigação
Em CPI da Petrobras, Gabrielli afirma que era impossível identificar corrupção na Estatal
16h39 | 12.03.2015
Segundo ele, as negociações de propina eram feitas por “um ou outro” funcionário com representantes de construtoras, e não tinham relação com os “processos internos” da Petrobras
O ex-presidente da Petrobras afirmou durante o
depoimento que era “impossível” detectar atos de corrupção dentro da empresa
Divulgação / Câmara dos Deputados
Gabrielli afirmou durante o depoimento que era “impossível” detectar atos de corrupção dentro da empresa. Segundo ele, as negociações de propina eram feitas por “um ou outro” funcionário com representantes de construtoras, e não tinham relação com os “processos internos” da Petrobras.
“É impossível se identificar esse tipo de comportamento internamente. Isso é um caso de polícia e, como tal, vai ser descoberto por investigação policial que vem de outras fontes, como é o caso da Operação Lava-Jato, que começa por investigações sobre utilização de dinheiro ilícito. Portanto, é impossível se pensar que era possível identificar na Petrobras, no funcionamento normal da empresa, esse tipo de comportamento”, afirmou.
Eduardo Cunha, o presidente da Câmara, também foi ouvido na CPI. Acusado pelo doleiro Alberto Youssef de ter recebido propina referente a um contrato da petroleira, Cunha nega o envolvimento e afirma que o governo atuou para que ele fosse alvo da investigação.
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