quinta-feira, 12 de março de 2015

investigação

Em CPI da Petrobras, Gabrielli afirma que era impossível identificar corrupção na Estatal

16h39 | 12.03.2015

Segundo ele, as negociações de propina eram feitas por “um ou outro” funcionário com representantes de construtoras, e não tinham relação com os “processos internos” da Petrobras



gabrielli
O ex-presidente da Petrobras afirmou durante o depoimento que era “impossível” detectar atos de corrupção dentro da empresa
Divulgação / Câmara dos Deputados
O ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli presta depoimento nesta quinta-feira (12) à CPI da Petrobras. Gabrielli foi o presidente da estatal durante parte do período em que a empresa é investigada pela CPI.
Gabrielli  afirmou  durante o depoimento  que era “impossível” detectar atos de corrupção dentro da empresa. Segundo ele, as negociações de propina eram feitas por “um ou outro” funcionário com representantes de construtoras, e não tinham relação com os “processos internos” da Petrobras.
  “É impossível se identificar esse tipo de comportamento internamente. Isso é um caso de polícia e, como tal, vai ser descoberto por investigação policial que vem de outras fontes, como é o caso da Operação Lava-Jato, que começa por investigações sobre utilização de dinheiro ilícito. Portanto, é impossível se pensar que era possível identificar na Petrobras, no funcionamento normal da empresa, esse tipo de comportamento”, afirmou.
Eduardo Cunha, o presidente da Câmara, também foi ouvido na CPI. Acusado pelo doleiro Alberto Youssef de ter recebido propina referente a um contrato da petroleira, Cunha nega o envolvimento e afirma que o governo atuou para que ele fosse alvo da investigação.

Nenhum comentário:

Postar um comentário