DENGUE
20 municípios do Ceará estão em risco ou alerta
13.03.2015
Sete cidades têm altas chances de desenvolver epidemias; na Capital, o estado é de alerta, segundo Ministério
O primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2015, divulgado, ontem, pelo Ministério da Saúde, revelou que, no Ceará, 20 municípios se encontram em situações de risco ou de alerta para surto de dengue. Sete cidades apresentam taxas de infestação pelo mosquito transmissor da doença superiores a 4%, tendo altas chances de desenvolver epidemias, conforme o órgão. São elas Baturité, Canindé, Coreaú, Hidrolândia, Santa Quitéria, Tauá e Varjota. Já em outras 13 localidades, inclusive na Capital, o estado é de alerta.
O número representa metade das 40 cidades cearenses que participaram desta edição da pesquisa, referente aos meses de janeiro e fevereiro. O LIRAa mapeia os focos de reprodução do Aedes aegypti em casas, prédios e outros tipos de imóveis. O quadro mais preocupante é do município de Canindé.
Na região, 14,1% dos estabelecimentos vistoriados pelos agentes de vigilância neste início de ano registraram larvas do vetor. Das áreas em situação de risco, Coreaú é a menos afetada, com índice de infestação de 5%.
Fortaleza, Aquiraz, Caucaia, Juazeiro do Norte, Maranguape, Massapê, Pacatuba, Reriutaba e Pires Ferreira fazem parte do grupo de municípios em situação de alerta. Nesses locais, entre 1,0% e 3,9% dos domicílios monitorados apresentaram focos do mosquito da dengue.
Na Capital, a presença de larvas foi detectada em 1,4% dos imóveis. O resultado revela uma piora em relação ao último levantamento, divulgado pela Prefeitura em novembro do ano passado. Na época, a cidade estava em situação satisfatória, tendo mais de 35% dos bairros com índices aceitáveis para o Aedes aegypti. Hoje, segundo Carlos Alberto dos Santos, coordenador de Controle Vetorial da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), 55% dos bairros estão em alerta e dois (Ellery e São Bento) estão em situação de risco.
O agravamento, conforme ele, é consequência do início da quadra chuvosa. "Quando chega o inverno, há um aumento substancial dos índices de infestação. Os criadouros que estão no ambiente, nos terrenos e nas casas, contribuem para que o mosquito aumente a reprodução", destaca Santos.
De acordo com o Ministério da Saúde, nos municípios da região Nordeste, a maioria dos focos foi encontrada em reservatórios de armazenamento de água. Em segundo lugar, vieram os depósitos domiciliares, como vasos de plantas, e, por fim, o lixo manejado de forma inadequada. Na Capital, o padrão se aplica, explica o coordenador.
"Caixas d'água, filtros, potes, cisternas. Em todas as regionais há predominância dos focos nesses depósitos. Além disso, existem aqueles objetos descartáveis que a população costuma guardar nos quintais, como pneus, vasilhas, garrafas, latas. Isso acaba virando criadouro", observa Carlos Alberto Santos.
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