sexta-feira, 20 de março de 2015

APÓS TROCA NO MEC

Dilma Rousseff diz que não fará reforma ministerial

20.03.2015

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Para a presidente, uma alteração ampla nos Ministérios é "panaceia" que não resolve problemas políticos e econômicos
FOTO: ROBERTO STUCKERT FILHO/ PRESIDÊNCIA
Brasília A presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou ontem, que não promoverá uma reforma ministerial e que a demissão de Cid Gomes (Pros) do Ministério da Educação foi "pontual".
"Vocês (imprensa) estão criando uma reforma de ministério que não existe, são alterações pontuais", disse Dilma, após participar de cerimônia de lançamento de um pacote de modernização do futebol, no Palácio do Planalto. Para Dilma, reforma ministerial é uma "panaceia" que não resolve os problemas.
"O que resolve problemas nós estamos colocando em prática, como essas medidas", disse a presidente. "Não tem reforma ministerial. Não adianta vocês (imprensa) botarem que tem reforma ministerial porque não tem. Não vou fazer", emendou.
Questionada se devolveria a pasta para o PT, Dilma reagiu e respondeu que o MEC "não é dado a ninguém". E acrescentou: "Vou escolher uma pessoa boa para a Educação, e pessoa deste, daquele ou de outro partido". Ela prometeu, no entanto, que fará a nomeação "o mais rápido possível".
"Nos próximos quatro anos serão construídas as bases para a educação". Na quarta-feira (18), após uma tumultuada sessão na Câmara na qual acusou o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de ser um dos "achacadores" aos quais se referiu em uma fala recente e foi chamado de "palhaço" por parlamentares, o então ministro Cid Gomes pediu demissão.
O PMDB, principal partido aliado, chegou a ameaçar deixar a coalizão governista caso o ex-governador do Ceará não deixasse a Esplanada dos Ministérios.
Dilma foi questionada se a Secretaria de Comunicação Social - que produziu um documento alegando que o governo vive um "caos político" - também poderia trocar de mãos.
"Estou fazendo uma alteração pontual no MEC. Eu não tenho perspectiva de alterar nada nem ninguém", afirmou Dilma.
"Mas as circunstâncias às vezes obrigam você a alterar, como foi o caso da Educação", acrescentou a petista.
Divergências
O PT reagiu à estratégia da bancada do PMDB na Câmara de priorizar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz o número de ministérios (leia mais no texto ao lado) em vez de promover um esforço concentrado para aprovar com rapidez o pacote anticorrupção apresentado na quarta pela presidente Dilma Rousseff.
"Esse assunto (a redução de ministérios) não está em discussão. Vamos avançar no pacote", diz o líder do PT na Câmara, Sibá Machado (AC).

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