A LAVA-JATO E O CONGRESSO
Senador cobra ações contra desgaste
10.03.2015
Magno Malta lamenta exposição negativa, mas culpa o Executivo por querer enfraquecer a Câmara e o Senado
O senador Magno Malta (PR-ES), em visita ao Sistema Verdes Mares, ontem, ressaltou a necessidade de o Congresso Nacional agir para reduzir os danos causados à imagem desgastada dos deputados federais e senadores, prejudicada ainda mais com a presença de vários parlamentares na lista divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na última sexta-feira.
O parlamentar, no entanto, afirmou que a avaliação de muitos representantes do Congresso Nacional é que alguns dos citados na lista foram incluídos, devido à influência do Governo Federal. "Com essa lista, o que eu percebo é que figuras citadas acham que tem a mão do Executivo no meio disso para fragilizar as duas Casas e poder justificar o fracasso do Governo Federal", explicou Magno Malta.
A presença de diversos parlamentares na lista contribuiu, segundo o senador Magno Malta, para o crescimento do descrédito do Congresso Nacional, mas alertou para a dificuldade de se encontrar uma solução definitiva para o problema.
"Além de já vivermos uma crise institucional, o advento dessa lista trazida pelo procurador (Ricardo) Janot, que envolve deputados e senadores de vários partidos, faz com que realmente a imagem do Congresso Nacional fique ainda mais arranhada. A política no Brasil está criminalizada e a classe política há muitos anos experimenta um descrédito com a sociedade brasileira. Eu acho que esse descrédito aumenta e não é um coisa fácil de se resolver da noite para o dia", pontuou.
A relação entre o Congresso Nacional e o Governo Federal tende a ficar ainda mais conflituosa, segundo o senador Magno Malta. De acordo com o parlamentar, muitos deputados e senadores já vinham relatando dificuldades junto à base eleitoral para justificar algumas medidas implantadas na gestão da presidente Dilma Rousseff.
Resposta
"Esse é o sentimento da maioria no Congresso Nacional. O cara precisa dar a resposta no Estado dele. Se no discurso de domingo ela tivesse tido a humildade de dizer que errou, mas não admitiu", disparou o senador.
Magno Malta destacou que, mesmo antes da divulgação da lista pelo Supremo Tribunal Federal, a relação já estava acirrada. "Já havia uma animosidade porque se percebia que o Poder Executivo queria tirar a responsabilidade de ter explodido com o País. Eu vi o que a presidente Dilma fez com esse País e com o partido dela, eu vi o que fizeram com a economia do País e fizeram de forma deliberada para ganhar o processo eleitoral. Dias depois da eleição, ela sobe tudo, a gasolina e joga os problemas nas costas do Congresso. Somos nós que vamos resolver os problemas de responsabilidade dela? Quem pariu Mateus que embale. Eles não contarão comigo para dar legitimidade às lambanças que eles fizeram", acrescentou o parlamentar.

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