MÓVEIS E ELETROS
IPI reduzido não será prorrogado
24.12.2014
O Governo Federal decidiu não prorrogar a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os móveis e os eletrodomésticos, que assim como os automóveis, terão a alíquota reajustada nos preços dos produtos a partir do próximo ano, o que deve impactar negativamente as vendas do comércio.
As alíquotas referentes ao IPI, que passaram por um período de alta constante a partir de fevereiro de 2013, ficaram, em média, 10% abaixo do original para produtos como geladeira, máquina de lavar e para o tanquinho durante o ano de 2014.
Segundo o presidente eleito da Federação da Câmara dos Dirigentes Lojistas (FCDL), Freitas Cordeiro, a medida segue uma tendência do governo que visa estabilizar as contas públicas durante o período de instabilidade econômica que vive o País.
"A tendência é tirar todas essas bonificações porque não tem como segurar. A fonte de recursos chegou ao limite e as contas públicas não estão fechando", comentou o Freitas Cordeiro, que ainda ressaltou a importância de elaborar mudanças efetivas de longo prazo para controlar o cenário nacional. "O que tem que haver é uma reforma fiscal. Esses paliativos não seguram a economia. E, agora, com o fim da redução também para a linha branca, o comércio fica mais prejudicado", disse.
A primeira vez que o IPI sobre a linha branca foi reduzido foi em 2009, em uma estratégia do governo de elevar as vendas para combater os efeitos da crise financeira mundial. Em 2010, as alíquotas retornaram ao patamar original, mas voltaram a ser reduzidas em 2011, com a piora da economia nacional.
Cenário Local
O presidente da FCDL destacou que, por causa do potencial econômico do Estado e dos investimentos públicos, o comércio cearense não será tão impactado quanto o nacional. Em 2014, o Ceará registrou um índice de movimento nas vendas quase três vez maior que o restante do País.
"Não vejo um impacto tão grande porque nós temos vários outros fatores que suportam o comércio local, como um banco público de desenvolvimento e investimentos públicos para o setor", finaliza Freitas Cordeiro.
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