FORTALEZA
Maré alta exige mais cuidado de banhistas
24.12.2014
Os meses de outubro, novembro, dezembro e janeiro são os que têm maior número de resgates marítimos
Os últimos meses do ano requerem maior cuidado dos banhistas nas praias da Capital. É neste período de marés altas que o Corpo de Bombeiros registra maior número de resgates marítimos. Um levantamento do órgão aponta que, ao todo, foram notificados 409 resgates com vida. Entretanto, somente os meses de janeiro, com 90 casos, outubro, com 41, novembro, com 55, e dezembro, até ontem, com 19, representam mais de 50% do total de resgates realizados durante todo o ano de 2014.
Dados Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) e da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) mostram que, ontem (23), foi registrado como um dos dias de maior altura das ondas, chegando a marca de 3,1 metros, por volta das 17h40. O mesmo acontecerá, hoje (24), às 18h27, quando a maré chegar a uma altura de mais de 3m.
No dia de Natal (25), pela manhã, as ondas podem chegar a 2,8 metros e, a noite, atingirá os 3 metros de altura. Até o dia 31 de dezembro, a maré permanece alta, mas com uma média de 2,4 a 2,8 metros.
De acordo com o comandante da Sessão Marítima do Corpo de Bombeiros, Major Barreto, esta época é considerada a mais perigosa para os banhistas. A temporada deverá se estender até o mês de janeiro. "Somente a partir de fevereiro que as ondas começam a perder força", alerta.
Dos 409 resgates deste ano, dois chegaram a óbito. Os fatos ocorreram, principalmente, após às 17h, quando os postos de salva-vidas já estavam fechados. Outra coincidência é que as duas vítimas eram turistas, vindos de Minas Gerais e Brasília, o que sugere que, provavelmente, eram pessoas que não conheciam o mar de Fortaleza.
"Outro fator preponderante é a ingestão de álcool. Na maior parte dos casos, as vítimas têm ingerido bebida alcoólica e entram no mar. Isso é um grande risco. Pior ainda se não conhecerem o local e ignorarem as orientações dos guarda-vidas que, muitas vezes, se tornam invisíveis diante dos olhos dos banhistas por acharem que não há perigo nenhum", comenta o soldado Victor Castelo, da 1ª Sessão de Salvamento Marítimo do 1ª Grupamento de Bombeiros.
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