DENGUE NO CEARÁ
Três municípios estão em situação de risco
05.11.2014
Outros oito estão em alerta, aponta pesquisa LIRAa, do Ministério da Saúde. Fortaleza não informou os dados
O período chuvoso ainda não começou, mas é preciso estar atento aos focos do mosquito Aedes aegypti - transmissor da dengue. Três municípios cearenses estão em situação de risco para a ocorrência de epidemias da doença (Pires Ferreira, Baturité e Ipu), oito em alerta (Crateús, Maranguape, São Gonçalo do Amarante, Mucambo, Senador Sá, Viçosa do Ceará, Reriutaba e Irauçuba) e 15 apresentaram índice satisfatório (Graça, Groairas, Ibiapina, Morada Nova, Pacujá, Russas, Santana do Acaraú, São Benedito, Tianguá, Varjota, Iguatu, Sobral, Catunda, Limoeiro do Norte e Alcântaras).
É o que aponta o Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes Aegypti (LIRAa), realizado em outubro deste ano, pelo Ministério da Saúde. Fortaleza foi uma das seis capitais brasileiras que ainda não apresentou os resultados, impedindo que o ministério avaliasse se a cidade encontra-se ou não em situação de risco. A pesquisa identifica os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, fundamental para orientar as ações de controle da dengue.
Dos 1.463 municípios brasileiros que realizaram o LIRAa, 813 foram avaliados satisfatoriamente, 533 estão em alerta e 117 em situação de risco. O Nordeste concentra o maior número de municípios em situação de risco - 96. Chama atenção que, das dez capitais em situação de alerta, cinco são do Nordeste: Maceió, Natal, Recife, São Luiz, Aracaju, Vitória, Cuiabá, Porto Alegre, Belém e Porto Velho. A pesquisa informa ainda o perfil dos criadouros. Na região Nordeste, com 78,8%, predomina o armazenamento de água, enquanto 16,1% são de depósitos domiciliares e 5,1% referente ao lixo manejado inadequadamente.
Em todo o País, houve uma redução de 61% do número de casos de dengue entre 2013 e 2014. No Ceará, no entanto, a redução foi de apenas 25%, menor também que a média do Nordeste (42%). Os óbitos por dengue também caíram. Nacionalmente, a redução foi de 41%, seguida de 28% no Nordeste e de 35% no Ceará.
Nélio Moraes, gerente da Célula de Vigilância Ambiental e de Riscos Biológicos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) explica que Fortaleza não forneceu os dados ao Ministério da Saúde porque os agentes de endemias estavam em greve. O gestor informa que, na Capital, o LIRAa foi iniciado na última segunda (3), com previsão de término até a sexta da próx
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