quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Claro e Vivo

Acordo para venda da Tim precisa de transparência, diz ministro das Comunicações

Folhapress | 10h39 | 05.11.2014

Segundo o ministro, não está certo que a venda da empresa ocorrerá

 

O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) disse nesta quarta-feira (5) que as negociações para compra e venda da TIM precisam ser transparentes e se afastar das especulações do mercado financeiro.
 
"Conversei com dirigentes das empresas envolvidas e todos eles negaram que fizeram acordo", afirmou o ministro. "Tem um componente muito forte que é o mercado financeiro interessado em participar do negócio e ganhar boa soma de comissões", acrescentou.
 
Bernardo está presente no evento de aniversário da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que também marca o último dia de trabalho do conselheiro Jarbas Valente.
 
Venda incerta 
 
Segundo o ministro, não está certo que a venda da empresa ocorrerá, se ela pode ser aprovada pelo governo e se esse projeto receberia aprovação também do ponto de vista concorrencial.
 
"Alguma empresas foram interpeladas pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), porque as ações dispararam na bolsa. Elas responderam formalmente que não há esse acordo", acrescentou o ministro.
 
"Agora o governo não vai ajudar a alimentar especulações. O governo não está no ramo de corretagem", brincou Paulo Bernardo.
 
Reportagem da Folha de S.Paulo publicada na sexta-feira (31) informou que as operadoras Claro e Vivo fecharam acordo com o banco BTG Pactual para, junto com a Oi, comprar a TIM Brasil, a segunda maior empresa do mercado brasileira, e reparti-la em três.
 
O valor não está fechado, mas poderia chegar a R$ 31,5 bilhões, o maior negócio no setor no país. São cerca de R$ 30 bilhões, mais um prêmio de 5% pago aos acionistas, incluindo minoritários. A reportagem apurou que será feita uma oferta aberta aos acionistas da Telecom Italia, dona da TIM Brasil, que decidirão em assembleia.
 
Leilão 4G
 
Sobre o leilão de internet 4G, o ministro Paulo Bernardo afirmou ainda não ter informação sobre a decisão das empresas, que podem pagar pelos lances de forma parcelada ou à vista.
 
"A gente não pode dizer que a empresa precisa pagar à vista, mas a gente acha que é essa a tendência, porque o juro é alto", disse.

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