segunda-feira, 27 de outubro de 2014

FUTURO DA ECONOMIA

Empresários traçam rota para o novo Brasil

27.10.2014

Acredita-se que são muitos os desafios a ser encarados pelo novo governo da presidente Dilma Rousseff

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Continuar investindo em políticas públicas para reduzir ainda mais as desigualdades sociais, fazer o País voltar a crescer por meio de um planejamento econômico mais eficaz com foco no combate à inflação, tirar do campo das ideias as reformas política e tributária, preservar a valorização do salário mínimo, manter a taxa de desemprego em níveis baixos e reduzir a intervenção do governo nos setores de energia elétrica e de combustíveis.
Esses são alguns dos caminhos apresentados por empresários cearenses para que o Brasil possa se desenvolver de forma mais rápida pelos próximos quatro anos. Para eles, são muitos os desafios a ser encarados pela presidente reeleita Dilma Rousseff, que venceu Aécio Neves com 51,6% dos votos válidos.
"A redução das desigualdades sociais, nos últimos anos, foi importantíssima. Hoje, mais de 50% da população brasileira são da classe média. Ações que visam um País mais justo e desenvolvimentista são sempre bem-vindas", diz o empresário Deusmar Queirós, controlador do Grupo Pague Menos, elogiando ainda a política de valorização do salário mínimo. Por outro lado, Deusmar acredita que a economia brasileira não pode seguir mais a estratégia de crescimento por meio do incentivo ao consumo. "Precisamos de ações para reduzir a inflação e os juros, dando condições para o desenvolvimento de todos os setores econômicos, e não apenas de alguns", acrescenta.
Desconfiança
A inflação, que já ultrapassou o teto da meta estabelecida pelo governo (6,5%), é responsável por afastar investidores, gerando desconfiança nos empresários. É o que aponta o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Fortaleza, Freitas Cordeiro. "Precisamos, por exemplo, recuperar nosso parque industrial. A indústria é um dos setores que mais sofrem. Os empregos no Brasil continuam sendo gerados, mas não vêm sendo ofertados como anteriormente. O governo deve atentar para essa questão", considera.
Freitas Cordeiro chama a atenção para os atuais investimentos em escolas técnicas, importantes para qualificar a mão de obra. Isso porque todos os segmentos sofrem com a falta de profissionais capacitados. Sem investimento em educação, destaca o presidente da CDL Fortaleza, não há desenvolvimento.
"O mais importante, porém, não é o número de escolas, nem o total de alunos matriculados, por exemplo. O fundamental é a qualidade da educação", diz, defendendo também as reformas política e tributária, além da flexibilização de normas trabalhistas para desonerar a folha de pagamento das empresas.
Previsibilidade
Para o presidente da Cooperativa da Construção Civil do Ceará (Coopercon-CE), Marcos Novaes, o governo precisa dar autonomia ao Banco Central, pois o País vive um momento de insegurança econômica com o retorno da inflação. "O governo também não deveria influenciar os preços da gasolina e da energia elétrica. O foco, agora, precisa ser em planejamento e previsibilidade para o País ganhar mais credibilidade", acredita.

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