DISPUTA ACIRRADA
Aécio Neves diz que vai libertar o Brasil do PT
22.10.2014
Tucano elevou o tom do discurso para dizer que não tem medo de adversários e que vai refundar o País
Campo Grande. Em um dos discursos mais exaltados da campanha até agora, o presidenciável Aécio Neves (PSDB) declarou ontem que irá "libertar o País do PT", e que "não tem medo" dos adversários.
"Quero dizer a todos os brasileiros: comigo, não. Eu não tenho medo do PT. Vou vencer o PT", bradava, com voz rouca e sob aplausos e gritos de cerca de 2.000 pessoas, que agitavam bandeiras a cada crítica do candidato aos adversários.
"Vou libertar o País desse partido político que tomou conta do Brasil e esqueceu dos brasileiros", afirmou.
O comício foi numa associação em Campo Grande, com a participação do candidato tucano ao governo de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, eleitores e militância paga.
O tucano disse que vai "refundar a Federação do Brasil". "Vou vencer as eleições e vou tirar o PT do governo federal", afirmou o senador.
O candidato ainda pediu que os militantes sejam a sua "voz rouca para dizer: basta de PT". "Sejam a minha coragem, a minha determinação".
Pesquisa
O tucano contestou os resultados da última pesquisa Datafolha - que mostram Dilma Rousseff com 52% dos votos válidos e Aécio com 48%, no limite do empate técnico. Aécio lembrou os números do primeiro turno o colocavam em terceiro lugar ao longo da disputa eleitoral.
"Os institutos de pesquisas estão devendo explicações desde o primeiro turno. Os erros foram grosseiros em toda parte", afirmou. "Se o resultado é esse, em comparação com o primeiro turno, considero que o Datafolha me coloca como próximo presidente da República".
Segundo o candidato, o PSDB tem feito várias pesquisas internas que apontam uma vantagem dele sobre Dilma Rousseff (PT) fora da margem de erro.
Questionado sobre o depoimento de Leonardo Meirelles, suposto laranja de Alberto Youssef que apontou a participação de outros parlamentares do PSDB no esquema do doleiro, além do ex-presidente Sérgio Guerra, Aécio Neves disse que "se houver amanhã efetivamente alguém do PSDB que tenha cometido alguma ilicitude, tem que responder por ela".
O candidato também foi perguntado, durante coletiva, sobre o problema hídrico de São Paulo. Ele voltou a dizer que, se o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), tivesse tido uma parceria maior do governo federal, os resultados teriam sido melhores.

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