SUS
Repasse insuficiente paralisa Santa Casa de Fortaleza
15h10 | 25.09.2014
"Não existe verba para continuar realizando as cirurgias", diz provedor da Santa Casa
A Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza paralisou nesta
quinta-feira (25) todos os atendimentos
eletivos pagos pelo Sistema Único de Saúde
(SUS). A ação faz parte de uma mobilização nacional que envolve
2.100 santas casas e hospitais filantrópicos do País. Em Fortaleza, os
atendimentos de urgência e emergência e as consultas populares-
pagas por R$35,00 - estão funcionando normalmente.
O movimento nacional exige que o SUS revise os valores pagos às unidades de saúde. O objetivo é aumentar os valores de incentivos pagos, principalmente, nos procedimentos de média e alta complexidade, além de garantir incentivos financeiros para aquisição de equipamentos.
O provedor da Santa Casa, Luiz Marques, ressaltou que a data é de luta para todos os hospitais filantrópicos, mas que, aqui, a realidade é outra. "Nós não paramos de fazer cirurgias porque aderimos a paralisação. Paramos todos os meses por volta do dia 20 porque não existe verba para continuar realizando as cirurgias. É um prejuízo constante para a população mais pobre que continua a sofrer com uma fila enorme", defende.
A novela que envolve o Hospital e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) continua e agrava ainda mais o cenário local. A pasta deve R$3.300.000 à Santa Casa e prometeu quitar a dívida em seis parcelas. Além do pagamento da dívida, a Santa Casa e os médicos reivindicavam um aumento no teto financeiro para a realização de cirurgias.Para suprir as necessidades, era preciso que fossem repassados para os procedimentos cirúrgicos na unidade, uma média de R$ 450 mil mensais extras, destinada para a cobertura das cirurgias que ultrapassassem a cota do Município.
Segundo o provedor, Luiz Marques, em abril deste ano, a Secretaria restringiu o valor para R$ 200 mil. "O valor que recebemos só cobre as cirurgias até o dia 20 de cada mês. Isso é prejuízo para a Santa Casa, para os médicos que recebem menos, porque tiveram suas cirurgias diminuídas e, principalmente, para a classe pobre que precisa do hospital", diz o gestor da unidade, Luiz Marques.
Na sexta-feira (26), SMS, Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza e a Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde Pública se reúnem para tentar chegar a uma resolução do problema. A secretaria, por meio da assessoria de comunicação, informa que não irá se pronunciar sobre o a paralisação de hoje por se tratar de uma mobilização de âmbito nacional das Santas Casas.
O movimento nacional exige que o SUS revise os valores pagos às unidades de saúde. O objetivo é aumentar os valores de incentivos pagos, principalmente, nos procedimentos de média e alta complexidade, além de garantir incentivos financeiros para aquisição de equipamentos.
O provedor da Santa Casa, Luiz Marques, ressaltou que a data é de luta para todos os hospitais filantrópicos, mas que, aqui, a realidade é outra. "Nós não paramos de fazer cirurgias porque aderimos a paralisação. Paramos todos os meses por volta do dia 20 porque não existe verba para continuar realizando as cirurgias. É um prejuízo constante para a população mais pobre que continua a sofrer com uma fila enorme", defende.
A novela que envolve o Hospital e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) continua e agrava ainda mais o cenário local. A pasta deve R$3.300.000 à Santa Casa e prometeu quitar a dívida em seis parcelas. Além do pagamento da dívida, a Santa Casa e os médicos reivindicavam um aumento no teto financeiro para a realização de cirurgias.Para suprir as necessidades, era preciso que fossem repassados para os procedimentos cirúrgicos na unidade, uma média de R$ 450 mil mensais extras, destinada para a cobertura das cirurgias que ultrapassassem a cota do Município.
Segundo o provedor, Luiz Marques, em abril deste ano, a Secretaria restringiu o valor para R$ 200 mil. "O valor que recebemos só cobre as cirurgias até o dia 20 de cada mês. Isso é prejuízo para a Santa Casa, para os médicos que recebem menos, porque tiveram suas cirurgias diminuídas e, principalmente, para a classe pobre que precisa do hospital", diz o gestor da unidade, Luiz Marques.
Na sexta-feira (26), SMS, Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza e a Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde Pública se reúnem para tentar chegar a uma resolução do problema. A secretaria, por meio da assessoria de comunicação, informa que não irá se pronunciar sobre o a paralisação de hoje por se tratar de uma mobilização de âmbito nacional das Santas Casas.
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