segunda-feira, 4 de agosto de 2014

ROMPIMENTO

Crise entre prefeitos e vices da Capital se repete desde 1986

04.08.2014

A ruptura entre prefeito e vice-prefeito de Fortaleza tem ocorrido desde o mandato de Maria Luiza Fontenele

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Em entrevista ao Diário do Nordeste em janeiro de 2013, o vice-prefeito Gaudêncio Lucena diz que não entraria em crise com Roberto Cláudio
FOTO: POMPEU VASCONCELOS
O rompimento entre o prefeito Roberto Cláudio (PROS) e o vice-prefeito Gaudêncio Lucena (PMDB) - escancarado na última semana, após exoneração de secretários municipais peemedebistas - passa longe de ser um episódio pontual do cenário político da Capital cearense. Desde a redemocratização do País, ainda nos anos 1980, todos os prefeitos e vice-prefeitos de Fortaleza enfrentaram crises no curso da gestão municipal por divergências na administração pública e frustrações na execução do projeto de poder.
A prefeita Maria Luiza Fontenele, empossada em 1986, teve uma relação de desgaste com o vice-prefeito Américo Barreira. À época, ambos eram filiados ao PT e tiveram divergências no modelo de Governo que posteriormente levaram à expulsão da gestora do partido ao qual era filiada. Em abril de 1988, conforme matéria veiculada à época no Diário do Nordeste, a executiva regional da legenda, apoiada pelo vice-prefeito Américo Barreira, pediu o afastamento de Maria Luiza após conflitos em pré-convenções da sigla.
O candidato a prefeito vitorioso nas eleições de 1988 foi Ciro Gomes, que interrompeu o mandato para assumir o cargo de governador do Estado, após vencer o pleito de 1990. O vice-prefeito Juraci Magalhães, que era do PMDB, rompeu com o PSDB de Ciro após decidir apoiar a candidatura ao Governo de Paulo Lustosa, que era filiado ao PFL. Depois de Ciro Gomes ser eleito governador, Juraci comandaria a Prefeitura de Fortaleza até 1992 e trocaria farpas com o ex-aliado nos anos posteriores.
 
Falta de compromisso
O ex-prefeito Antônio Cambraia, que assumiu entre 1993 e 1996, também encerrou a gestão rompido com o vice Marcelo Teixeira. A situação se repetiria nos dois mandatos de Juraci Magalhães. No primeiro, o peemedebista se desentendeu com Marlon Cambraia. Em seguida, no segundo mandato, a vice Isabel Lopes, que também era secretária de Educação, rompeu com o prefeito, justificando falta de compromisso da administração com a educação. Ela desligou-se da Pasta e do PMDB.

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