terça-feira, 5 de agosto de 2014

REGIÃO METROPOLITANA

Aterros sanitários operam quase no limite de capacidade

05.08.2014

Em Caucaia e Aquiraz, os depósitos implantados pelo Estado estão com mais de 70% de seus volumes ocupados

Cidade p3
Mais de 50 pessoas sobrevivem dos materiais reciclados encontrados no lixão de Pacajus e são contra a transformação em aterro sanitário
FOTO: KID JÚNIOR
Embora representem um avanço na aplicação da Política Nacional de Resíduos Sólidos no Ceará, os aterros sanitários construídos no Estado, além de insuficientes, operam atualmente com dificuldade. Dois dos três aterros existentes na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) estão quase no limite de suas capacidades. O Aterro Metropolitano Oeste de Caucaia (Asmoc), que recebe os resíduos produzidos no próprio município e na Capital, já atingiu 77% de seu volume e deve se esgotar dois anos antes das projeções realizadas à época de sua criação.
Em paralelo, o aterro para o qual é destinado o lixo de Aquiraz e Eusébio, o Aterro Sanitário Metropolitano Leste de Aquiraz, pode chegar ao máximo no fim do próximo ano. As informações são da Ecofor Ambiental. Segundo Paulo César Alves, orientador da célula de Resíduos Sólidos da Secretaria de Cidades, hoje, na RMF, a sobrecarga nos dois espaços se deu pela grande quantidade de detritos gerados nas cidades cobertas.
Vida útil
Em toda a região, são descartadas 8.053,9 toneladas de lixo por dia, de acordo com o Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam). Somente Fortaleza e Caucaia são responsáveis, em conjunto, pela produção de aproximadamente 6.908 toneladas. Aquiraz e Eusébio originam outras 187 diariamente. Diante do elevado volume de lixo proveniente dos centros urbanos, a vida útil dos dois aterros está se aproximando do fim mais rápido que o esperado.
No caso do aterro de Caucaia, o projeto inicial da obra, elaborado em 1998, previa um total de 20 anos de aproveitamento, mas, de acordo com a Ecofor, o lugar atingirá seu máximo em dezembro de 2016, dois anos antes. Conforme Alves, a capacidade do espaço, estipulada em 26 milhões de toneladas de lixo, chegou perto do limite várias vezes, mas graças a pequenas ampliações realizadas nos últimos anos, conseguiu se manter até agora.

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