'GABARITO'
Oposição pedirá ao MP que apure vazamento na CPI
05.08.2014
De acordo com revista semanal, Graça Foster, Gabrielli e Cerveró tiveram acesso antecipado às perguntas
Brasília. Aliados do candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, vão ingressar com uma série de medidas administrativas e judiciais para investigar denúncia de que representantes da Petrobras receberam com antecedência o "gabarito" com perguntas que seriam feitas na CPI do Senado que investiga a estatal.
A oposição também quer o afastamento do senador José Pimentel (PT-CE) da relatoria da CPI da Petrobras e que o Conselho de Ética do Senado apure o caso. PSDB e DEM vão pedir que o Ministério Público Federal apure o caso, revelado pela revista "Veja", assim como a suposta participação de José Pimentel e do senador Delcídio Amaral (PT-MS) no repasse das questões aos integrantes da Petrobras.
A oposição também vai denunciar hoje os dois senadores ao Conselho de Ética do Senado.
Presidente do DEM, o senador José Agripino Maia (RN) pediu o afastamento de Pimentel do cargo de relator da CPI. "Que o senador se ausente da comissão até que os fatos fiquem claros e ele possa ter autoridade para apresentar o seu relatório", afirmou o democrata.
De acordo com a Veja, Graça Foster (atual presidente da estatal), Sérgio Gabrielli (ex-presidente da empresa) e Nestor Cerveró (ex-diretor) tiveram acesso antecipado às perguntas e foram treinados pela equipe da estatal sobre como respondê-las. A revista baseia a informação em vídeo que flagra uma conversa entre José Eduardo Barrocas e Bruno Ferreira, advogado da estatal.
No diálogo, registrado com câmera escondida numa caneta por um terceiro personagem, não identificado, os dois dão detalhes do acerto. Segundo a conversa, Pimentel repassou o "gabarito" a Graça Foster, usando como intermediário José Eduardo Dutra, diretor corporativo e de serviços da estatal e ex-presidente da empresa. Delcídio, segundo a Veja, teria feito a interlocução entre a Petrobras e Nestor Cerveró.
Resposta
No início da noite de ontem, o senador cearense emitiu nota justificando a atuação da relatoria da CPI da Petrobras. Na nota, ele divulgou que decidiu não se afastar da condução dos trabalhos da comissão e que tomou uma série de providências para apurar a suspeita de fraude.
No comunicado, Pimentel, diz que "o Plano de Trabalho da CPI da Petrobras, aprovado, por unanimidade, em 14/5/2014, contém uma relação de perguntas a serem respondidas pelos depoentes em suas oitivas".



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