quarta-feira, 6 de agosto de 2014

CASO PETROBRAS

Pimentel nega denúncia da Veja

06.08.2014

pimenntel
José Pimentel afirmou que as perguntas da CPI já tinham sido tornadas públicas
FOTO: FOLHAPRESS
Brasília. O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras no Senado, José Pimentel (PT-CE) defendeu ontem, na tribuna da Casa, a sua posição na relatoria da Comissão. Ele descartou a hipótese de renúncia do cargo e afirmou que todas as perguntas que foram ensaiadas pelos depoentes da CPI já tinham sido tornadas públicas desde a aprovação do roteiro de trabalho da Comissão. Segundo o senador, elas se encontram à disposição na página do site do Senado Federal.
De acordo com Pimentel, ele dividiu os trabalhos da CPI em três eixos: compra da Refinaria de Pasadena, relação da Petrobrás com a empresa SBM e o terceiro centrado na segurança das plataformas de exploração de petróleo no Brasil. O ensaio das respostas dos dirigentes a Petrobras para participação na CPI foi divulgado pela revista Veja, na última edição.
O presidente da CPI da Petrobras do Senado, Vital do Rêgo (PMDB-PB), pediu ao diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, que investigue as suspeitas da possível combinação de perguntas e respostas entre integrantes da comissão e a cúpula da estatal. Vital do Rêgo entregou pessoalmente um ofício no qual pede a investigação. A polícia terá, entre outras opções, a abertura de um inquérito sobre a suposta combinação.
Sindicância
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) informou que determinou a criação de uma comissão de sindicância para apurar se servidores da Casa participaram de fraude ligada à CPI da Petrobras. "A CPI é uma instituição que não pode sair arranhada", justificou.
O senador Mário Couto (PSDB-PA) defendeu a investigação da atuação dos membros da Comissão. "Não quero acusar injustamente colegas, mas quero dizer que vou levar até o fim esse questionamento", disse.
Rose Ane Silveira*
Repórter

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