PRIMEIRO SEMESTRE
17% dos veículos abordados pelo Detran foram multados
22.07.2014
Condutor de moto sem capacete, veículos não licenciados e motoristas não habilitados são as principais infrações
Nem as ações de fiscalização constantes, nem as multas de valores cada vez mais altos, e até mesmo o maior rigor do Código Nacional de Trânsito, que vem adotando, no últimos anos, políticas de tolerância zero para com motoristas imprudentes, estão sendo capazes de impedir que os condutores cearenses desrespeitem as legislações de circulação viária no Estado. Apenas no primeiro semestre deste ano, aproximadamente 17% dos veículos abordados pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-CE) receberam notificações, número que supera o registrado no ano passado.
Entre janeiro e junho últimos, 199.360 passaram pelas vistorias do órgão e, destes, 34.017 apresentaram irregularidades em relação às leis. No igual período de 2013, dos 186.528 veículos fiscalizados, 30.847, ou cerca de 16,5% do total, foram notificados. À época, o Detran lavrou 53.150 infrações, sendo a condução de moto sem capacete (8.632), a condução de veículos não licenciados (7.250) ou não habilitados (5.307), e a não utilização do cinto de segurança (3.769) as mais comuns.
Já neste ano, foram registradas, em seis meses, 54.750 infrações, uma média de 9.125 ocorrências contabilizadas mensalmente. Quase todas tiveram aumento, com exceção dos casos ligados ao uso do cinto, os quais caíram para 1.293, uma redução superior a 30%. A violação que obteve o maior crescimento em comparação ao ano anterior foi a condução de motocicleta sem capacete. No primeiro semestre de 2014, o Detran flagrou 9.783 delitos do tipo.
Campanhas
Segundo coronel Paulo Sérgio Braga, comandante da Polícia Rodoviária Estadual do Ceará (PRE-CE), apesar das campanhas educativas realizadas, a ausência de equipamentos de segurança em motociclistas ainda é uma das irregularidades mais comuns no Interior do Estado, e, por consequência, um dos maiores responsáveis pelos óbitos nas estradas.
"Além da condução de motos sem habilitação, as pessoas ainda são muito relapsas em relação ao capacete, talvez por uma questão cultural. São leis muito simples de serem seguidas, mas os condutores desobedecem", afirma.



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