terça-feira, 22 de julho de 2014

DPVAT

Mutirão busca acelerar solução de processos

22.07.2014

Aproximadamente 300 pessoas serão atendidas por dia a fim de resolver processos envolvendo acidentes de trânsito

Image-0-Artigo-1663583-1
Foram disponibilizadas 14 mesas de conciliação, que contarão com médicos peritos para avaliar o tipo de lesão sofrida pelo beneficiário
FOTO: HELOSA ARAÚJO
Começou ontem, no Fórum Clóvis Beviláqua, o primeiro dia de Mutirão do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT). O evento, que já está na terceira edição, pretende realizar mais de 1.300 conciliações, até a próxima sexta.
Para atender a grande demanda, foram disponibilizadas 14 mesas de conciliação para receber as partes, que contarão com a presença de médicos peritos no local, para avaliar o tipo de lesão sofrida por quem procura o benefício. "A nossa função é, através de uma avaliação médica, fornecer o laudo daquela pessoa que, por algum motivo, não concordou com o primeiro valor oferecido pelo seguro. Depois do laudo pronto, eles podem recorrer a justiça", explica o médico perito, Grevie Freitas Cavalcante.
A juíza e coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflito e Cidadania do Fórum Clóvis Beviláqua, Natália Almino Gondim, conta que o mutirão tem a intenção de atender as pessoas que precisam resolver processos que aguardam decisão judicial. "São processos que dependem de uma perícia prévia e, devido a grande demanda, o Estado não tem como atender a todos. Aqui, além da realização da perícia, participam da audiência para definirem o valor".
Vítima
Está assegurado pelo DPVAT qualquer vítima de acidente de trânsito que apresentar lesão que afete a mobilidade, com incapacidade parcial ou total, com comprometimento físico ou mental do acidentado, receberá, além do seguro, todas as despesas médicas inclusas. Como é o caso da agricultora Telma régia Martins Soares, de 42 anos, que fraturou o nariz em um acidente de moto, em 2012. "Não foi difícil conseguir o seguro. Além disso, a minha cirurgia também foi paga", afirmou.
Em menos de um ano após o acidente de moto que vitimou Niquerlândia Vieira, 40, e o marido, a cuidadora de idosos já realiza a segunda perícia para adquirir um valor maior. "Foi muito rápido que eu consegui o seguro. Mas vim aqui para negociar um valor maior, pois fiquei desempregada e gastei bastante com os remédios do tratamento", conta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário