Contenção marítima em Caucaia
MPF recomenda urgência em obras contra avanço do mar no Icaraí
Redação Web | 16h12 | 25.07.2014
Pedido em caráter de urgência deve-se a atrasos em pedidos anteriores; Prefeitura de Caucaia diz que verbas solicitadas ao Governo Federal não foram repassadas
Obras para reparação de muro que protege avanço das
águas, começará em 30 dias, segundo Prefeitura de Caucaia
Foto: Erika Fonseca
O Ministério Público Federal do
Ceará (MPF) recomendou nesta sexta-feira (25) caráter de
urgência nas medidas a serem tomadas pela Prefeitura
Municipal de Caucaia para conter o avanço do mar na região da
Praia do Icaraí. A nota expedida pela procuradora Nilce Cunha pede que
o "bagwall" (proteção), montado anteriormente no local, seja recuperado já que a
erosão do mar está destruindo a estrutura.
O avanço das águas do mar na região
do Icaraí tem sido um problema constante. A falta de agilidade nas obras
deve-se, segundo a assessoria da prefeitura de Caucaia, a um atraso no repasse
de verbas solicitados ao Ministério da Integração Nacional."Foi
solicitado o valor de R$ 30 milhões ao Ministério da Integração para darmos
continuidade as etapas, mas o repasse foi negado", explicou a assessoria de
comunicação da prefeitura de Caucaia.
Com o repasse de verbas do Governo
negado, a prefeitura de Caucaia irá fazer o reparo de apenas 300 a 400 metros da
estrutura. "As obras devem começar dentro de 30 dias por uma
empresa já contratada e a conclusão irá depender da oscilação da marés, quando
estiver alta, não será possível trabalhar", explicou Solano Lopes que deu um
prazo de até 60 dias para a conclusão dos trabalhos.
Em decorrência do sedimento arenoso
do local, a recomendação expedida pela procuradora Nilce Cunha, é que
não haja o uso de material argiloso. O pedido, segundo a
Prefeitura de Caucaia, será atendido. "Vamos usar material de qualidade para que
este tipo de situação não volte a se repetir", garantiu a assessoria.
A urgência no pedido do Ministério Público Federal
do Ceará acontece já que, no
mês passado, o órgão já havia encaminhado algumas medidas à prefeitura de
Caucaia a fim de que fossem adotadas. Como não houve retorno, a procuradoria do
MPF voltou a expedir a recomendação. A prefeitura não é obrigada a cumprir as
recomendações, mas estará sujeita a punições e medidas judiciais.
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