terça-feira, 29 de julho de 2014

BR-116

Desníveis em pista causam acidentes

29.07.2014

De janeiro a 19 de julho, foram registrados 48 acidentes e uma morte entre os Kms 11 e 13 da BR-116

desniveis
O trecho da rodovia federal já é conhecido pelos motoristas como sendo de alto risco. Quem trafega pelo local aponta reparos mal-executados no asfalto como uma das principais causas de acidentes
FOTO: FERNANDA SIEBRA
Em pouco mais de seis meses, foram quase 50 acidentes, 24 feridos e um óbito. Esse é o saldo das ocorrências registradas no primeiro semestre de 2014 entre os Kms 11 e 13 da BR-116, um dos trechos mais problemáticos da rodovia federal e que já se transformou em perigo constante para motoristas. Quem conhece a região afirma que, devido às falhas de manutenção da estrada que corta o Estado, o local vem somando ocorrências e vítimas ao longo dos últimos anos.
Conforme os dados da Polícia Rodoviária Federal do Ceará (PRF-CE), de janeiro ao dia 19 de julho deste ano, foram 48 acidentes, entre colisões, atropelamentos, saídas de pista e outros. Neste período, 11 pessoas tiveram ferimentos graves e uma morreu. O Km 11 e o Km 13 são os que concentram a maior quantidade de casos.
O trecho já é conhecido pelos condutores como de alto risco. Desníveis na pista, associados a reparos mal-executados no asfalto, tornaram-se alguns dos principais causadores de acidentes na área. Um deles aconteceu há cerca de duas semanas, no dia 18 de julho, quando o jovem Bruno Tavares Arruda, de 29 anos, perdeu o controle do veículo que dirigia ao passar pelo ponto e colidiu com um poste situado no acostamento. O caso aconteceu na altura do Km 12, próximo ao acesso para o bairro Messejana.
Segundo Francisco Irapuan Arruda, pai do jovem, a ocorrência envolvendo o filho não foi a primeira do local. Embora reconheça que Bruno poderia estar trafegando em alta velocidade no momento do acidente, ele destaca que a depressão representa grande perigo para os condutores e defende que os responsáveis pelas deformações nas rodovias deveriam ser punidos.
"Ainda não temos o resultado da perícia, mas mesmo a pessoa que está dirigindo devagar sente o desnível. Em outros pontos desse trecho, o asfalto já cedeu pelo menos três vezes. É uma reclamação constante de quem passa por aqui porque tem um grande risco", critica Francisco.
Relatório

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