PAPILOMA VÍRUS
Campanha de vacinação tem início nas escolas
11.03.2014
Cronograma ainda não foi finalizado pela Prefeitura; ação segue até 10 de abril também em postos de saúde
Começou ontem em todo o País a campanha de vacinação contra o papiloma vírus humano (HPV), principal causador do câncer de colo de útero. Em Fortaleza, escolas públicas do Estado e do Município receberão profissionais da Programa Saúde da Família para imunizar meninas com idade entre 11 a 13 anos. Entretanto, a Prefeitura de Fortaleza ainda não finalizou o cronograma de imunização. Amanhã, a ação será na Escola Municipal Filgueiras Lima. Postos de saúde também estarão com a vacina.
A primeira fase da campanha "Cada Menina é de um jeito, mas todas precisam de proteção" segue até o dia 10 de abril. Segundo a gerente de da Célula de Programas e Projetos da Secretaria Municipal de Educação (SME), Cíntia Eufrásio, a aplicação das vacinas acontece dentro do Programa Saúde na Escola, do governo federal, e deverá atingir todas as instituições de ensino ligadas à Prefeitura. "Em Fortaleza, são 227 escolas cadastradas neste programa, mas todas as 284 do Município vão participar", garantiu.
Escolas estaduais também serão atendidas. A Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) chegou a divulgar que colégios particulares também receberiam as doses. No entanto, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirmou que não tinha informações sobre o assunto, pois só seria responsável pelas escolas municipais.
A gerente da SME confirmou, ainda, que a segunda etapa da imunização se dará nos postos de saúde de Fortaleza daqui a seis meses, de 1º a 12 de setembro, e o último reforço cinco anos depois.
Na Escola Municipal Francisco de Melo Jaborandi, no Conjunto Esperança, cerca de 50 meninas assistiram a uma palestra de orientação sobre a vacina. "A gente explicou o que era a vacina e para que ela serve. Alertamos que, apesar de ser transmitido sexualmente, isso não implica que elas estão livres para iniciar a vida sexual", afirmou a especialista. O câncer do colo do útero é o segundo mais incidente na população feminina brasileira.

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