quarta-feira, 12 de março de 2014

ALIMENTAÇÃO EM FORTALEZA

Custo da cesta básica cai 1,34% no 1º bimestre

12.03.2014

Apesar do recuo verificado em itens da cesta básica, na Capital cearense, a alimentação continua cara

tomate
Mesmo com a trégua no preço do tomate, produtos constantes à mesa do fortalezense continuam com o valor em patamares altos
VIVIANE PINHEIRO
Enquanto nove capitais apresentaram elevação nos preços da cesta básica em fevereiro frente a janeiro, Fortaleza registrou queda no custo juntamente a outras oito cidades, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica divulgada ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A Capital cearense registrou a 4ª cesta mais barata do ranking, ao preço de R$ 269,81 em fevereiro último.
A deflação de 1,34% corresponde aos dois primeiros meses de 2014. Já a de 1,74% se refere ao recuo do valor da alimentação em fevereiro frente ao mês anterior. O desempenho foi influenciado pela queda de preços de sete itens, com destaque para o tomate (-10,73%), o feijão (-7,45%) e a farinha (-2,82%).
Cenário
De acordo com o supervisor técnico do Dieese, Reginaldo Aguiar, a deflação apresentada foi "muito pequena". Ele comenta que a alta no preço dos alimentos em Fortaleza se manteve bem acima da média nacional desde setembro de 2012 e esse é um fator que tem influenciado a elevação da inflação em relação ao índice nacional. "O preço da cesta básica tem refletido isso", acrescenta o economista, ao explicar que o valor esteve em patamares muito altos e que, após alguns meses, é possível ver uma pequena queda que se dá também pelas tímidas chuvas no Estado. "A seca do sudeste do País também pode influenciar os preços, mas o que estamos observando é um processo que se arrasta. Nós identificamos que há margem para cair, mas está acontecendo algum problema de mercado que não está permitindo que os preços recuem", diz Reginaldo. Ele explica que "esse cenário tem um impacto extremamente deletério na população de baixa renda, para a qual o peso das despesas com alimentação é muito maior do que para as pessoas com maior renda".
Mínimo necessário
Apesar da chegada das chuvas ter ajudado no aumento da oferta dos alimentos, o economista reforça que os preços continuam bastante elevados, por conta sequência de aumentos que sofreram anteriormente.

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