sexta-feira, 7 de março de 2014

ALIANÇA COM GOVERNO

Falcão diz que PMDB deve esclarecer posição

07.03.2014


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O presidente do PT disse que não entraria na disputa de "xingamentos" com o deputado carioca Eduardo Cunha, com quem tem divergências
FOTO: ALEX COSTA
Mesmo com atritos, presidente do PT acredita que irá prevalecer a linha de apoio à presidente
Brasília Depois de avisar à cúpula do governo que responderia aos ataques do líder do PMDB, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o presidente do PT, Rui Falcão, afirmou ontem que não entraria na disputa de "xingamentos" com o deputado carioca e que ele precisa decidir se é "oposição ou situação".
"Falando em nome do PT, digo que o nosso partido não pode receber ultimatos do deputado Eduardo Cunha", disse Rui Falcão, que participou anteontem de reunião no Palácio da Alvorada com a presidente Dilma e o ex-presidente Lula para tratar de temas da campanha presidencial deste ano.
"Não vou entrar em xingamentos com ele, tenho divergências com Cunha, esse comportamento (de dar ultimatos), o deputado tem de resolver, não dá para ser governo e oposição ao mesmo tempo", disse. O petista acredita que irá "prevalecer a linha de diálogo e de apoio à presidenta Dilma" dentro do PMDB.
O petista afirmou que o "PMDB tem cinco ministérios, tem a vice-presidência, então o partido tem de esclarecer com o líder do PMDB se eles são oposição ou situação".
Críticas
O líder do PT na Câmara, Vicentinho (SP), criticou a atuação do PMDB na Casa, em especial do líder Eduardo Cunha (RJ), e afirmou que o aliado não pode se comportar como partido de oposição. O PMDB lidera um blocão formado por oito partidos, com 250 deputados, que tem encaminhado votações contra o interesse do governo.
"Partido da base não pode ter duas caras, ser oposição e situação ao mesmo tempo", disse Vicentinho. "Ameaçar a aliança é tirar um ícone do PMDB, o Michel Temer, da vice?", questionou o líder petista.

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