Greve de servidores
Detran aciona a Justiça após novo ato
08.11.2013
O Departamento pediu ao Tribunal de Justiça que os funcionários em greve paguem multa e respondam a processos
A manhã de ontem começou tensa no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-CE), que permanece em greve desde o dia 17 de outubro. O serviço de habilitação e legislação, que até então estava em funcionamento, foi fechado e barrado por cerca de 20 servidores, que não deixaram as 160 pessoas que esperavam na fila ter acesso à área. Houve tumulto e bate-boca, e os servidores liberaram a passagem para o início dos atendimentos somente após a pressão da população, que ameaçou invadir o local.
O serviço de habilitação e legislação, que ainda não havia sido prejudicado devido à paralisação, foi fechado e barrado por cerca de 20 servidores, que não deixaram as 160 pessoas da fila ter acesso à área FOTO: NATINHO RODRIGUES
Por conta disso e das paralisações anteriores, que já prejudicaram mais de 17 mil pessoas, o Detran solicitou, nesta semana, que a Justiça cobre o pagamento da multa ao servidores e ao Sindicato de Trabalhadores da Área de Trânsito (Sindetran-CE), já que a greve foi considerada ilegal pelo Tribunal da Justiça. O órgão também abriu um processo administrativo e criminal, já que, além de não encerrarem a greve, os servidores furtaram as chaves dos carros do Departamento, rendendo um prejuízo de R$ 17 mil, de acordo com informações do órgão.
Os grevistas afirmaram que, ontem, a paralisação foi maior porque a reunião realizada na Assembleia Legislativa, na última terça-feira (6), não surtiu efeito nenhum.
O Detran adiantou, no entanto, que nas paralisações passadas houve anistia para os envolvidos, mas garantiu que na atual eles não passarão impunes. A greve foi considerada ilegal porque foi deflagrada em pleno processo de negociação e não houve respeito à manutenção de 30% dos trabalhadores em atividade durante a greve, entre outros pontos, segundo o órgão. Portanto, a categoria está sujeita ao pagamento de multa diária de R$ 300 para cada servidor e R$ 50 mil para o sindicato, conforme decisão da Justiça.
Acesso
Ontem, os grevistas também impediram que os carros das autoescolas tivessem acesso às ruas do Detran e recolheram mesas e balizas. "A gente entende a greve até o ponto em que não prejudique tanto a população. Passamos horas aqui esperando por atendimento, isso é um absurdo", disse o motorista Carlos Viana. O garçom Cristian Melo também se posicionou contra. "Acho que já deu. Todo esse tempo de desrespeito e nós é que somos os mais prejudicados", desabafou.
A manhã de ontem começou tensa no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-CE), que permanece em greve desde o dia 17 de outubro. O serviço de habilitação e legislação, que até então estava em funcionamento, foi fechado e barrado por cerca de 20 servidores, que não deixaram as 160 pessoas que esperavam na fila ter acesso à área. Houve tumulto e bate-boca, e os servidores liberaram a passagem para o início dos atendimentos somente após a pressão da população, que ameaçou invadir o local.
O serviço de habilitação e legislação, que ainda não havia sido prejudicado devido à paralisação, foi fechado e barrado por cerca de 20 servidores, que não deixaram as 160 pessoas da fila ter acesso à área FOTO: NATINHO RODRIGUESPor conta disso e das paralisações anteriores, que já prejudicaram mais de 17 mil pessoas, o Detran solicitou, nesta semana, que a Justiça cobre o pagamento da multa ao servidores e ao Sindicato de Trabalhadores da Área de Trânsito (Sindetran-CE), já que a greve foi considerada ilegal pelo Tribunal da Justiça. O órgão também abriu um processo administrativo e criminal, já que, além de não encerrarem a greve, os servidores furtaram as chaves dos carros do Departamento, rendendo um prejuízo de R$ 17 mil, de acordo com informações do órgão.
Os grevistas afirmaram que, ontem, a paralisação foi maior porque a reunião realizada na Assembleia Legislativa, na última terça-feira (6), não surtiu efeito nenhum.
O Detran adiantou, no entanto, que nas paralisações passadas houve anistia para os envolvidos, mas garantiu que na atual eles não passarão impunes. A greve foi considerada ilegal porque foi deflagrada em pleno processo de negociação e não houve respeito à manutenção de 30% dos trabalhadores em atividade durante a greve, entre outros pontos, segundo o órgão. Portanto, a categoria está sujeita ao pagamento de multa diária de R$ 300 para cada servidor e R$ 50 mil para o sindicato, conforme decisão da Justiça.
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Ontem, os grevistas também impediram que os carros das autoescolas tivessem acesso às ruas do Detran e recolheram mesas e balizas. "A gente entende a greve até o ponto em que não prejudique tanto a população. Passamos horas aqui esperando por atendimento, isso é um absurdo", disse o motorista Carlos Viana. O garçom Cristian Melo também se posicionou contra. "Acho que já deu. Todo esse tempo de desrespeito e nós é que somos os mais prejudicados", desabafou.
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