OPERAÇÃO MIQUEIAS
Esquema tinha base em Brasília
20.09.2013
Outras organizações estariam adotando as mesmas práticas com fundos de pensões de servidores públicos
Brasília. A Polícia Federal, através da Operação Miqueias, prendeu ontem 17 pessoas, entre elas dois delegados da Polícia Civil do Distrito Federal, um ex-policial e um doleiro suspeitos de participar de um esquema de lavagem de dinheiro e desvio de recursos de fundos de pensão que teria movimentado R$ 300 milhões em um ano e meio.
Foram apreendidos carros importados de luxo, como Porsche, BMW e uma Ferrari vermelha, além de uma lancha no valor estimado em R$ 5 milhões FOTO: AG. BRASIL
Entre os presos em nove Estados e no Distrito Federal, estão o doleiro Fayed Traboulsi e o ex-policial civil, Marcelo Toledo. O nome de Toledo também foi envolvido na operação Caixa de Pandora, que levou à prisão o ex-governador do DF José Roberto Arruda.
Está foragido Carlos Eduardo Lemos, conhecido como Dudu, conhecido por negociar com fundos de pensão de estatais. A Polícia Federal disse que não apresentará os nomes dos investigados porque começou a valer a Lei do Crime Organizado, proibindo a exposição dos alvos. Foram apreendidos carros de luxo, como Porsche, BMW e uma Ferrari vermelha, além de uma lancha no valor estimado em R$ 5 milhões. A lancha pertenceria a Fayed. O esquema atingiu vários Estados, mas era comandado a partir de Brasília, por meio de uma consultoria financeira que fazia lavagem de dinheiro.
Os crimes apurados na operação são atuação sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), corrupção ativa e passiva envolvendo prefeitos e gestores públicos, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. Em um ano e meio, o esquema movimentou R$ 300 milhões, dinheiro que era sacado na boca do caixa por "laranjas".
As irregularidades envolviam 30 empresas de fachada. A Polícia também apurou que o esquema consistia na cooptação de prefeitos, para que fizessem investimentos com recursos de fundos de pensão municipais, em aplicações desvantajosas. Dez fundos municipais teriam sofrido perdas de R$ 50 milhões no período de um ano e meio
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Brasília. A Polícia Federal, através da Operação Miqueias, prendeu ontem 17 pessoas, entre elas dois delegados da Polícia Civil do Distrito Federal, um ex-policial e um doleiro suspeitos de participar de um esquema de lavagem de dinheiro e desvio de recursos de fundos de pensão que teria movimentado R$ 300 milhões em um ano e meio.
Foram apreendidos carros importados de luxo, como Porsche, BMW e uma Ferrari vermelha, além de uma lancha no valor estimado em R$ 5 milhões FOTO: AG. BRASILEntre os presos em nove Estados e no Distrito Federal, estão o doleiro Fayed Traboulsi e o ex-policial civil, Marcelo Toledo. O nome de Toledo também foi envolvido na operação Caixa de Pandora, que levou à prisão o ex-governador do DF José Roberto Arruda.
Está foragido Carlos Eduardo Lemos, conhecido como Dudu, conhecido por negociar com fundos de pensão de estatais. A Polícia Federal disse que não apresentará os nomes dos investigados porque começou a valer a Lei do Crime Organizado, proibindo a exposição dos alvos. Foram apreendidos carros de luxo, como Porsche, BMW e uma Ferrari vermelha, além de uma lancha no valor estimado em R$ 5 milhões. A lancha pertenceria a Fayed. O esquema atingiu vários Estados, mas era comandado a partir de Brasília, por meio de uma consultoria financeira que fazia lavagem de dinheiro.
Os crimes apurados na operação são atuação sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), corrupção ativa e passiva envolvendo prefeitos e gestores públicos, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. Em um ano e meio, o esquema movimentou R$ 300 milhões, dinheiro que era sacado na boca do caixa por "laranjas".
As irregularidades envolviam 30 empresas de fachada. A Polícia também apurou que o esquema consistia na cooptação de prefeitos, para que fizessem investimentos com recursos de fundos de pensão municipais, em aplicações desvantajosas. Dez fundos municipais teriam sofrido perdas de R$ 50 milhões no período de um ano e meio
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