FAVORECENDO A IMPUNIDADE
Punições para os casos de violência contra a mulher mostram lentidão
16.09.2013
Os processos que tratam de assassinatos de mulheres se arrastam na Justiça. O caso Dóris Bruno é exemplo disso
Somente neste ano, 154 mulheres foram assassinadas, no Ceará, de acordo com dados da Coordenadoria de Medicina Legal (Comel). Conforme os mesmos registros, compilados nos últimos 9 anos, o número chega a 1.394 mulheres mortas. Durante a década analisada, o ano de 2012 apresentou o maior número de execuções deste gênero, foram 200 homicídios.
No dia 4 de outubro de 1985, o Diário do Nordeste noticiou a morte da estudante de Direito Dóris Teresa Bruno e a confissão de seu ex-marido FOTO: REPRODUÇÃO
O motivo que mais alimenta estes índices são os casos passionais. As questões ligadas ao afeto são várias e elas acabam sendo um entrave para a resolução dos processos, já que a mulher tende a recuar em suas decisões.
Em todo o Ceará, só funcionam dois Juizados específicos para processos de agressões contra a mulher, sendo um na Capital e outro em Juazeiro do Norte. A demanda altíssima de casos é outro fator que acarreta na morosidade da punição dos acusados. Além disto, as audiências que são remarcadas diversas vezes, por ausência das partes, fazem o processo se arrastar por um tempo exagerado.
De acordo com informações da juíza Fátima Maria Rosa Mendonça, titular do Juizado de Violência Contra a Mulher de Fortaleza, a agenda da secretaria está cheia e já estão sendo marcadas audiências para junho de 2014.
A dor que não passa
Mesmo com a luta de diversas instituições para que os processos apresentem resultados efetivos, o esforço não tem sido o bastante para que não pese sobre os casos de violência contra a mulher o sentimento de impunidade. Do outro lado da história, estão famílias ansiosas que sofrem os reflexos das agressões e das perdas.
Ahiram Bruno Almeida, é um exemplo de quem sente uma dor que nunca passa. Ela é filha do casal Dóris Tereza Fontenele Bruno e Edgar Nunes Almeida. Ahiram, que hoje tem 31 anos de idade, tinha apenas 3 quando seus pais foram a uma audiência no Fórum Clóvis Beviláqua, no dia 1º de outubro de 1985, para decidirem com quem ficaria sua guarda
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Somente neste ano, 154 mulheres foram assassinadas, no Ceará, de acordo com dados da Coordenadoria de Medicina Legal (Comel). Conforme os mesmos registros, compilados nos últimos 9 anos, o número chega a 1.394 mulheres mortas. Durante a década analisada, o ano de 2012 apresentou o maior número de execuções deste gênero, foram 200 homicídios.
No dia 4 de outubro de 1985, o Diário do Nordeste noticiou a morte da estudante de Direito Dóris Teresa Bruno e a confissão de seu ex-marido FOTO: REPRODUÇÃOO motivo que mais alimenta estes índices são os casos passionais. As questões ligadas ao afeto são várias e elas acabam sendo um entrave para a resolução dos processos, já que a mulher tende a recuar em suas decisões.
Em todo o Ceará, só funcionam dois Juizados específicos para processos de agressões contra a mulher, sendo um na Capital e outro em Juazeiro do Norte. A demanda altíssima de casos é outro fator que acarreta na morosidade da punição dos acusados. Além disto, as audiências que são remarcadas diversas vezes, por ausência das partes, fazem o processo se arrastar por um tempo exagerado.
De acordo com informações da juíza Fátima Maria Rosa Mendonça, titular do Juizado de Violência Contra a Mulher de Fortaleza, a agenda da secretaria está cheia e já estão sendo marcadas audiências para junho de 2014.
A dor que não passa
Mesmo com a luta de diversas instituições para que os processos apresentem resultados efetivos, o esforço não tem sido o bastante para que não pese sobre os casos de violência contra a mulher o sentimento de impunidade. Do outro lado da história, estão famílias ansiosas que sofrem os reflexos das agressões e das perdas.
Ahiram Bruno Almeida, é um exemplo de quem sente uma dor que nunca passa. Ela é filha do casal Dóris Tereza Fontenele Bruno e Edgar Nunes Almeida. Ahiram, que hoje tem 31 anos de idade, tinha apenas 3 quando seus pais foram a uma audiência no Fórum Clóvis Beviláqua, no dia 1º de outubro de 1985, para decidirem com quem ficaria sua guarda
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