A linha de investigação que aponta para a participação de policiais na chamada Chacina da Grande Messejana ganhou ênfase. Na manhã de ontem, o secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Delci Teixeira, informou que o inquérito que apura o caso foi remetido à Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD), em função dos “indícios” de atuação de agentes de segurança na ação criminosa.
A partir de agora, a controladoria, que antes atuava de maneira preliminar, realizará as investigações de forma oficial. Força-tarefa formada por quatro delegados já foi designada para apurar a autoria dos 11 homicídios e pelo menos sete lesões corporais registrados.
Titular da CGD, Socorro França também solicitou apoio aos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco/MPCE), que deverão dar suporte às investigações.
“Como se entende que existem indícios da participação de policiais, embora nada esteja confirmado, vamos examinar a situação, a pedido da secretaria. Montamos esse grupo, que será coordenado pela nossa Delegacia de Assuntos Internos (DAI)”, disse a controladora.
Socorro França informou ainda que a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) continuará apurando o caso, de forma paralela, já que as outras duas linhas de investigação, que apontam para retaliação pela morte ou prisão de traficantes, ainda não foram totalmente descartadas.
A decisão de levar o inquérito à CGD foi anunciada por Delci Teixeira pouco antes de ele apresentar ontem, na Assembleia Legislativa (AL), as ações do Governo do Estado para a redução da violência no Ceará. Delci destacou que ainda não há comprovação da participação de policiais nos crimes, mas que existem “indicativos” que justificam o pedido de apuração à CGD, devido à autonomia do órgão.
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