segunda-feira, 9 de novembro de 2015

NO CEARÁ

Estruturas de bancos preocupam

Clientes relatam temor pela própria segurança dentro de agências bancárias; morte de coreano reabre debate

00:00 · 09.11.2015 por Levi de Freitas - Repórter
Coreano foi baleado e morto após fazer saque de grande quantia em dinheiro em agência bancária localizada no Centro de Caucaia, na última quarta-feira (4); latrocínio fez Câmara dos Vereadores do Município aceitar discutir ações ( Foto: Kid Júnior )
Ir a uma agência bancária para sacar algum dinheiro e efetuar algum depósito transformou-se em tarefa que requer preparo psicológico. Isto, pelo fato de que, conforme a população, não há sensação de segurança ao adentrar um banco no Ceará. Apesar das medidas tomadas pelas agências na Capital, e da redução de saidinhas bancárias, o fortalezense não sente-se à vontade após cruzar as portas de vidro.
A morte do coreano Taehwam Roh, assassinado a tiros na última quarta-feira (4), reabriu o debate de ações mais efetivas a serem tomadas pelos bancos para garantir a segurança dos clientes e funcionários. O estrangeiro foi executado em um latrocínio após sacar alta quantia em dinheiro em agência do banco Bradesco no Centro de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).
A reportagem percorreu algumas agências na Capital. As reações dos clientes são sempre semelhantes: olhares ressabiados, passos acelerados, sensação de perigo iminente. O relato, praticamente unânime. "Não me sinto seguro em banco, pelos casos de saidinha bancária. A estrutura das agências deixa a desejar. Quando é em Avenida, fica mais fácil de alguém do outro lado saber o que o cliente veio fazer no banco. Tomo cuidados, não saio com dinheiro na mão", afirmou o advogado Paulo Fernandes, 30, ao deixar uma agência.
A também advogada Taiane Casseb, 27, reforçou o coro. "Não tem nenhum tipo de fiscalização na entrada. O segurança fica lá dentro da agência, depois da porta rotatória. Se alguém entrar, pode abordar os clientes nos caixas eletrônicos. Sem biombo, todos sabem o que estou fazendo, vendo até minha senha, se quiser", relatou.

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