AÇÃO COORDENADA
Protestos contra Cunha ocorrem em 10 cidades
Guilherme Boulos, líder do MTST, chamou o parlamentar de "sem-vergonha" e criticou o ajuste fiscal
00:00 · 09.11.2015
São Paulo/ Brasília. Convocados para protestar contra o projeto de lei 5.069 e o ajuste fiscal, de autoria do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), manifestantes se reuniram ontem em dez cidades. Além de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Brasília, houve atos em Belo Horizonte (MG), Belém, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Goiânia, Uberlândia e Foz do Iguaçu.
Na av. Paulista, o movimento foi organizado pela Frente Povo Sem Medo, que reúne cerca de 30 organizações como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MTST).
De acordo com um tenente da Polícia Militar, o ato contava com aproximadamente 600 pessoas. Quando os manifestantes desceram a av. Brigadeiro Luís Antonio e ocuparam várias quadras da via, a PM manteve a estimativa. Para a organização, eram 20 mil manifestantes.
Havia bandeiras do MTST, da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras Brasileiros (CTB), além de cartazes contra o PL 5.069. A proposta dificulta o aborto legal e restringe a venda de abortivos.
No discurso, Guilherme Boulos, líder do MTST, chamou Cunha de "sem-vergonha" e criticou o ajuste fiscal e o fechamento de escolas em São Paulo pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), criticou Cunha e o processo contra o deputado Chico Alencar, líder do PSOL e um dos principais articuladores da ação que pede a cassação do peemedebista.
Brasília
No ato em Brasília, um boneco de Cunha foi queimado no gramado do Congresso Nacional. O presidente da Câmara já foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de receber propina do esquema de corrupção na Petrobras. Agora também é acusado de ter escondido contas bancárias no exterior. Ele nega as acusações e diz que não precisava declarar oficialmente os ativos no exterior.
Um grupo de cerca de 150 manifestantes, na estimativa da Polícia Militar participou do protesto. Eles chegaram ao Congresso por volta das 14h de ontem, carregando faixas contra Cunha e também fazendo críticas ao ajuste fiscal da presidente Dilma Rousseff (PT).
A Polícia Militar fez um cordão de isolamento para evitar que houvesse confronto com um outro grupo de manifestantes que já está acampado no Congresso pedindo a saída de Dilma.
Os manifestantes fizeram um julgamento simbólico de Cunha e terminaram queimando um boneco do peemedebista, que tinha os bolsos cheios de notas falsas de dinheiro.
O protesto foi pacífico, à exceção de uma briga entre dois manifestantes, que foram detidos e conduzidos à delegacia mais próxima. Os organizadores afirmaram que os dois que brigaram eram "infiltrados".
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