quinta-feira, 19 de novembro de 2015

CONGRESSO MANTÉM

Financiamento eleitoral e aposentadoria vetados

Parlamentares são contra recursos privados para campanha e alteração na política de reajuste

00:00 · 19.11.2015 / atualizado às 01:45
Decisões sobre veto foram vitórias com dissidências ( FOTO: AGÊNCIA BRASIL )
Brasília. Em duas sessões do Congresso Nacional, o governo conseguiu manter vetos feitos pela presidente Dilma Rousseff (PT) aos principais projetos da chamada "pauta-bomba". Duas propostas mais explosivas - reajustes dos aposentados e pensionistas e de servidores do Judiciário - ampliariam gastos federais em R$ 47,2 bilhões até 2019.
Sobre outra matéria, o Congresso também decidiu ontem manter o veto da presidente à possibilidade de fazer doações de empresas a candidatos e a partidos políticos. A proposta recebeu 220 votos de deputados pela derrubada, 190 pela manutenção e cinco abstenções. Para serem derrubados, os vetos precisariam ter pelo menos 257 deputados e 41 senadores.
Lideranças de partidos da base aliada na Câmara, como o PMDB, o PR, o PSD, e da oposição, como o PSDB, DEM e Solidariedade, orientaram suas bancadas para derrubar o veto. Por outro lado, as lideranças do governo, do PT, do PDT e de partidos independentes, como a Rede e o PSOL, defenderam a manutenção do veto.
Placar apertado
As vitórias do governo em relação aos reajustes para aposentados e para servidores do Judiciário tiveram placar apertado e muitas dissidências entre os governistas. O Planalto não conseguiu transmitir segurança nas negociações com apoiadores.
Partidos aliados que têm sob controle vários ministérios relevantes, como PMDB, PP, PDT e PTB, registraram votação expressiva contra o governo. O próprio PT registrou alto índice de votos contrários à gestão Dilma - somando quem foi contra e se absteve, foram 12 de 53 no reajuste dos servidores do Judiciário e 9 de 53 na adoção das regras de aumento do mínimo a aposentados e pensionistas.
O projeto do reajuste dos servidores do Judiciário teria impacto de R$ 36,2 bilhões nos próximos quatro anos e a extensão da política do mínimo aos benefícios do INSS, R$ 11 bilhões.

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