CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO
Candidatos divergem sobre ações para a seca
25.08.2014
Oposição critica políticas do Governo do Estado, enquanto Camilo Santana defende obras em andamento
Gargalo histórico na região Nordeste, a seca ainda atinge a vida de centenas de milhares de cearenses. O imbróglio que se repete ano a ano e já dizimou parcela do gado da zona rural é um dos problemas mais complicados de serem contornados pelas gestões públicas, apesar de a falta de água não ser novidade. Para especialista, faltam proatividade e planejamento ao poder público, sempre correndo atrás dos prejuízos - e da verba de emergência liberada pela União em situações de calamidade.
Pesquisadores e os próprios políticos têm evitado falar em combate à seca por entenderem que o problema não tem 'cura' e é permanente. É preciso conviver com o fenômeno, apontam, e garantir que não falte água para consumo humano e para manter o gado. É no contexto de prognóstico negativo de chuvas para o próximo ano que candidatos ao Governo do Estado apontam propostas a serem executadas no semiárido, caso sejam eleitos, e divergem sobre a realidade atual do sertão cearense.
De um lado, postulantes opositores à administração estadual - Ailton Lopes, Eliane Novais e Eunício Oliveira - encontram falhas nas políticas executadas, enquanto o pleiteante governista, Camilo Santana, ressalta avanços na gestão hídrica do Estado e promete dar continuidade às ações caso se torne governador.
Vontade política
O peemedebista Eunício Oliveira aponta a má gestão e a falta de vontade política como entraves para a implementação de políticas voltadas ao semiárido. "Estamos perfurando 300 poços por ano no Ceará (...) Eu estaria nesse momento agarrado no serviço buscando recursos para fazer barramento de rios, compra de máquinas para perfurar poços profundos", declara.
Eunício ressalta ser importante que haja diálogo entre o chefe do Executivo estadual e organizações que possam contribuir com soluções para a convivência com a seca. "Tem que buscar vários mecanismos de convivência com a seca, como armazenamento de água e perfuração de poços". Ele afirma que tem ouvido propostas para o problema nos municípios cearenses. "Nessas andanças, tenho visto muitas alternativas, como o caso da mandala, que é o quintal verde. As pessoas imaginam coisas grandiosas", exemplifica.
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