terça-feira, 9 de abril de 2013


REFORMA POLÍTICA

Representantes do CE mostram divergências

09.04.2013Agora, a discussão sobre Reforma Política está na Câmara Federal. A falta de consenso é sentida sobre vários pontos

Muitos foram os debates, audiências e propostas, e depois de mais de 15 anos, a Reforma Política volta a ser pauta de discussões, hoje, na Câmara Federal, quando será apresentado o parecer do relator da Comissão Especial daquela Casa, Henrique Fontana (PT-RS). O Senado também havia criado uma Comissão Especial e lá foram votadas algumas proposições.

O senador Eunício Oliveira defende o fim das coligações proporcionais, o que dificultará a sobrevivência de alguns partidos menores FOTO: KID JÚNIOR


O deputado federal Mauro Benevides, um dos defensores da Reforma Política, acredita que hoje e amanhã só acontecerão debates sobre o que será proposto pelo relator. Os "incrédulos", segundo o parlamentar cearense, admitem que o tempo de discussão da matéria vai se prolongar por mais tempo.

Dentre os pontos que irão ser pautados na sessão ordinária de hoje estão o financiamento público de campanha; fim das coligações; coincidência das eleições; ampliação da participação popular na apresentação de projetos; e a instituição da lista flexível e candidatos.

O financiamento público de campanha, a lista para eleição dos deputados e o fim das coligações proporcionais são alguns dos pontos divergentes entre as lideranças de algumas das agremiações partidária.

O senador Eunício Oliveira, presidente estadual do PMDB e uma das lideranças nacionais do seu partido, defende a extinção da coligação proporcional, porque de acordo com ele, este tipo de eleição "porque visa proliferar a quantidade de partidos apenas para dividir fundo partidário". O partido também aprovou em reunião, algumas medidas que não serão votadas nestas sessões, como a eleição dos mais votados e o fim da figura do suplente de senador sem voto.

Coligação
O presidente estadual do PDT e líder da bancada do partido na Câmara dos Deputados, André Figueiredo, também defende a coincidência de eleições, ou seja, todos os pleitos federais, estaduais e municipais acontecendo no mesmo ano, mas com a ressalva de que não ocorra no mesmo dia, pois segundo ele, isso deixaria as disputas municipais em segundo plano.

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