O preço do conjunto de alimentos essenciais caiu em 17 capitais de julho para agosto, segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em Fortaleza, a redução foi de 1,68%.
De janeiro a agosto, no acumulado de 2018 ano, o valor acumula aumento de 1,48. Porém, nos últimos 12 meses, de agosto de 2017 para agosto de 2018, a cesta básica ficou 4,23% mais em conta.
Em agosto, as reduções mais expressivas foram registradas em Porto Alegre (-3,50%), João Pessoa (-3,36%) e Salvador (-3,02%). As positivas ocorreram em Florianópolis (3,86%), Manaus (1,41%) e Aracaju (0,01%).
A cesta mais cara foi a de São Paulo (R$ 432,81), seguida pela de Florianópolis (R$ 431,30), Porto Alegre (R$ 419,81) e Rio de Janeiro (R$ 417,05). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 311,92) e São Luís (R$ 329,42).
Atualmente, a cesta básica de Fortaleza custa R$ 372,89. De acordo com a pesquisa do Dieese, 42,4% do salário do trabalhador que vive em Fortaleza é gasto com itens da cesta básica. este preço representa 42,49% do salário mínimo do fortalezense. Na Capital, são gastas 85h59min de trabalho para pagar a cesta.
Em 12 meses, os preços médios da cesta caíram em 13 cidades, com destaque para as taxas de São Luís (-6,51%), Goiânia (-6,29%) e Salvador (-6,08%). Nas outras sete capitais, os valores médios aumentaram. As maiores altas foram as de Campo Grande (2,70%) e Cuiabá (2,57%).
Nos primeiros oito meses de 2018, seis capitais acumularam taxa negativa, com destaque para Porto Alegre (-1,62%), Salvador (-1,49%) e São Luís (-1,41%); outras 14 mostraram aumento, com variações entre 0,49%, em Goiânia, e 3,79%, em Curitiba.
FARINHA
Em 12 meses, o valor médio da farinha de mandioca, coletada no Norte e Nordeste, diminuiu em todas as cidades, exceto em Aracaju, onde o preço não variou. Em Fortaleza, o item fico 19% mais barato
PANORAMA NACIONAL
Em agosto de 2018, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3. 636,04, ou 3,81 vezes o salário mínimo nacional, de R$ 954.
O mínimo necessário era equivalente a R$ 3.744,83, ou 4,00 vezes o salário mínimo nacional daquele ano, correspondente a R$ 937.
O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 85 horas e 43 minutos.
O trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu 42,34% do salário mínimo líquido para adquirir os itens.
Entre julho e agosto de 2018, os preços do tomate, da batata, farinha de mandioca e banana apresentaram queda. Já produtos como farinha de
trigo, manteiga e pão francês tiveram alta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário