sexta-feira, 6 de julho de 2018

Temer aceita pedido de exoneração de ministro do Trabalho

Em nota à imprensa divulgada no início da noite de ontem, o Palácio do Planalto informou que o presidente Michel Temer (MDB) recebeu e aceitou o pedido de exoneração do ministro do Trabalho, Helton Yomura. “O presidente agradeceu sua dedicação à frente da pasta”, diz a nota da Secretaria de Comunicação Social da Presidência.
Um dos alvos da terceira fase da Operação Registro Espúrio, deflagrada ontem pela Polícia Federal, o ministro prestou depoimento na superintendência do órgão, em Brasília, acompanhado por seu advogado.
Em nota, o advogado do ministro, César Caputo Guimarães, confirmou que, em função das investigações, Yomura foi suspenso de suas funções no ministério e afirmou que todas as medidas jurídicas cabíveis seriam adotadas para reverter tal medida, determinada pelo Supremo Tribunal Federal.Deflagrada no dia 30 de maio para apurar suspeita de fraudes no registro de sindicatos junto ao Ministério do Trabalho, a operação deixou o ministério temporariamente sem comando. A pedido da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR), o ministro do STF Edson Fachin determinou o afastamento de Yomura.

A Secretaria Executiva também se encontra vaga desde que Leonardo José Arantes foi preso, em caráter preventivo, no início de junho. Arantes é sobrinho do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), líder da bancada do PTB, também alvo da investigação.

Indicado pelo partido, Yomura estava à frente da pasta desde janeiro deste ano – primeiro interinamente e, desde 10 de abril, como titular. Antes, ocupou a Secretaria Executiva do ministério, cargo que assumiu em outubro de 2017.

Yomura foi alçado ao comando da pasta após a Justiça suspender a posse da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), filha do presidente do PTB, Roberto Jefferson. Hoje, em nota, Jefferson colocou o ministério há anos controlado por sua sigla “à disposição” do presidente.

Em nota, o advogado César Caputo Guimarães afirmou que Yomura é inocente. “O ministro Helton Yomura, mesmo não sabendo de que atos está sendo acusado, nega veementemente qualquer imputação de crime ou irregularidade”, acrescenta.

Atendendo ao pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o ministro Edson Fachin autorizou o cumprimento de dez mandados de busca e apreensão no Ministério do Trabalho, na Superintendência Regional do Trabalho, no gabinete do deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP) e no apartamento de um assessor do parlamentar, alvo das investigações. Três pessoas foram presas em caráter temporário, mas seus nomes estão em segredo de Justiça.

A operação apura as supostas práticas de corrupção ativa e passiva e de lavagem de dinheiro. As duas primeiras fases foram deflagradas, respectivamente, nos dias 30 de maio e 12 de junho.
Agência Brasil


REGISTRO
De acordo com a PGR, servidores da Secretaria de Relações do Trabalho se valiam dos cargos para viabilizar a atuação dos demais suspeitos, que recebiam facilitações para obter os registros necessários ao funcionamento de sindicatos. 

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