O que acontece com o Fortaleza no mata-mata da Série C beira o inexplicável. Ontem, foi eliminado pela quarta vez nas quartas de final da competição. Em 2017 será o seu oitavo ano na Terceira Divisão. Para tentar entender o histórico com gosto amargo de sina, oito fatores podem ser destacados durante as tentativas em vão do Tricolor de conquistar o acesso.
A questão emocional é carro-chefe nas tragédias leoninas. Lideraram a fase de grupos em 2012, 2014 e 2015 e faltaram pernas e norteio tático na hora do tiro curto de dois jogos decisivos.
Nos quatro anos, a necessidade de buscar a vitória em casa para selar o acesso em tempo normal também foi desafio. Tanto que não esteve à frente no placar em nenhuma das ocasiões e nunca triunfou nas partidas do mata-mata.
Somam-se à esta atmosfera aspectos de campo, como a falta de inspiração ofensiva e as decisões equivocadas na proposta de jogo - no último, recuar demais contra o Juventude prejudicou.
Ter do outro lado adversários preparados para essa fórmula de disputa levaram o Leão às quedas. Equipes “cascudas”, cientes exatamente do que fazer nos principais momentos dos 180 minutos - de defesas firmes e ataques cirúrgicos. Em especial, fora de casa, contra um Fortaleza com aproveitamento ruim nos jogos de ida.
Quando o drama está construído, o tardio poder de reação é fator que traz o misto de agonia e esperança aos torcedores até o último minuto. Para 2017, motivar-se pela força do torcedor e não sentir o peso dos traumas da Série C é cenário que pode transformar a constante de sofrimentos em alívio. Subiram este ano: Juventude, ABC, Boa Esporte e Guarani de Campinas (SP).
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