De passagem pelo Brasil para apresentar o trabalho da ONG Second Chance (Segunda Chance, em tradução livre), nos Estados Unidos, a educadora Ludy Green esteve ontem em Fortaleza para conhecer Maria da Penha — cearense que deu nome à lei que protege mulheres vítimas de violência doméstica.
Em entrevista ao O POVO, a norte-americana disse que não podia sair do País sem conhecer a precursora da lei e que pretende divulgar a legislação brasileira com as pessoas atendidas pela SC. A ONG ajuda mulheres que sofreram agressões pelos maridos a se inserirem no mercado de trabalho e terem autonomia financeira. “O que impossibilita essas mulheres de sair da casa onde são agredidas é, principalmente, a falta de empoderamento econômico. E elas precisam ir adiante”, afirmou.
Segundo Ludy, a lei Maria da Penha é uma importante medida para assegurar a autonomia e a independência da vítima. Nos Estados Unidos, desde 1994, existe uma Lei de Violência Contra Mulheres, mas a legislação vigente no Brasil, conforme a educadora, é mais “próxima” de quem sofre a agressão.
Mais de dez mil mulheres já passaram pela SC. Destas, 8,2 mil estão empregadas. A contagem, de acordo com Ludy, é feita por meio de um sistema de monitoramento, que acompanha a vida dessas mulheres após o contato com a organização.
Além de Fortaleza, Recife, São Paulo, Porto Alegre e Florianópolis também foram visitadas pela norte americana, que lançou o livro Ending Domestic Violence Captivity (Acabando com a Violência Doméstica em Cárcere Privado, em tradução livre). A obra ainda não tem tradução para o português. (Caio Faheina/Especial para O POVO)
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