sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Cesta básica de Fortaleza chega a R$ 415,94

A cesta básica de Fortaleza registrou alta de 1,12 % em setembro e passou a custar R$ 415,94. Com isso, continua sendo a de maior valor do Nordeste e a 13ª mais cara entre as capitais brasileiras. Com aumentos da manteiga (2,56%), açúcar (2,24%), café (1,60%), pão (0,49%) e o leite (1,37%), o preço do café da manhã do fortalezense voltou a subir. Mas o vilão foi o tomate com alta de 12,44%. Para amenizar os preços do feijão (-2,83), óleo (-2,57%), farinhas (- 1,77%) e carne (-0,29%) caíram.

As informações são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica divulgada ontem, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Considerando os cálculos do semestre e dos últimos 12 meses, respectivamente de 7,67% e de 36,28%, a alimentação básica em setembro de 2016 (R$ 415,94) está mais cara do que em março de 2016 (R$ 386,30) e em setembro de 2015 (R$ 305,20). No acumulado do ano, janeiro a setembro, a alta chega a 21,36%. “Nos três períodos os aumentos significativos são reflexo da inflação que tem impactado fortemente os alimentos”, comenta o economista Escritório do Dieese no Ceará, Gilvan Farias. Ele destaca que a alta da cesta fez com que um trabalhador que ganha um salário mínimo não consiga nem arcar com o gasto com alimentação de uma família padrão (dois adultos e duas crianças) de R$ 1.247,82.

Com base na cesta mais cara e para cumprir a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em setembro a cesta mais cara foi a de Porto Alegre e o valor apontado para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 4.013,08, ou 4,56 vezes o mínimo de R$ 880. Em agosto, o mínimo necessário correspondeu a R$ 3.991,40, o que é equivalente a 4,54 vezes o piso vigente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário