sábado, 8 de outubro de 2016

Agências bancárias lotadas depois da greve

O primeiro dia de atendimento bancário, após 31 dias de greve, foi marcado por muitas reclamações dos usuários. Em algumas agências de Fortaleza, as filas dobravam o quarteirão e o tempo de espera do lado de fora era superior a quatro horas. A demanda maior foi registrada nos bancos públicos. Acesso ao Fundo de Garantia, Bolsa-Família e problemas com cartões foram os serviços mais procurados.

Na agência da Caixa Econômica Federal, da rua 7 de setembro, no bairro da Parangaba, as filas começaram a se formar às seis da manhã. Ao meio dia, ainda ocupava quase dois quarteirões completos e alcançava a rua Carlos Prado, com a avenida Osório de Paiva.

A doméstica Maria Cecília Rocha, de 42 anos, chegou ao local por volta das 8 horas. Mas somente quatro horas depois é que ela conseguiu chegar à porta da agência para receber a senha e ser atendida pela triagem. Ela aguarda há um mês para dar entrada no seguro-desemprego. “Eu já imaginava que a fila estava grande, mas não imaginava que fosse tanto. Mas não tem jeito, vou ter que ficar esperando porque não tenho como sair daqui sem isso resolvido”.

Do lado de dentro da agência, mais espera, calor e reclamações. “Eu estou todo este tempo sem conseguir acessar minha conta porque estou com problema no cartão. É um absurdo”, reclamou o encanador Pedro Teixeira.

Na agência da avenida Duque de Caxias, do Centro, a triagem começou a ser feita desde às 7h do lado de fora, mas a distribuição das senhas começou efetivamente às 10h , com a abertura do banco. Dentre os serviços mais procurados estavam FGTS, benefícios e cartões.

O cartão que não chegou foi também o que levou o vendedor Alberto Rodrigues a enfrentar a longa fila que se formou dentro da agência do Banco do Brasil (BB), do Centro. “É um absurdo esta espera”, informou.

Apesar de não ser na mesma proporção dos públicos, quem foi até os bancos privados no primeiro dia pós-greve também teve que contar com muita disposição para ser atendido. A artesã Angelúcia Rocha, 62 anos, que precisou fazer um recadastramento na agência do Bradesco, da Parangaba, disse que passou mais de uma hora para conseguir pegar a senha. “Nem o atendimento dos prioritários está sendo respeitado”.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou ontem que, de forma geral, como a maior parte das operações bancárias já têm sido absorvidas pelos canais alternativos de atendimento, os bancos não esperam um aumento de filas muito diferente do que já ocorre nos dias de pico de atendimento mensal.

Para evitar possíveis transtornos nos primeiros dias após a reabertura, a orientação é de que se encaminhem às agências apenas os clientes que precisam realizar operações mais emergenciais que não foram possíveis realizar por meios eletrônicos – como pagamentos de contas vencidas.

Já a quem não tem operações urgentes a realizar, recomenda-se aguardar alguns dias, até que o fluxo das agências esteja normalizado.

A entidade reforçou em nota que os bancos colocam à disposição da população uma série de canais alternativos para realizar transações financeiras, entre eles caixas eletrônicos, internet banking, mobile banking (aplicativo no celular), banco por telefone, correspondentes (estabelecimentos credenciados pelo banco, como lotéricas, supermercados e postos dos Correios). Porém, não informou o prejuízo estimado pelos dias parados.

SERVIÇO

Consulte canais alternativos de atendimento bancário para evitar filas

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