Deram 14 horas. Bastou um barulho de turbina para começar a correria. “É agora!”. “Corre que vai começar”. Alarme falso. Era um Boeing 737-800 da Gol. O que a pequena multidão na Praia do Futuro esperava era um helicóptero, que chegou logo em seguida, proporcionando uma chuva inesperada. Em vez de água, óculos. Foi entre as barracas Crocobeach e América do Sol neste domingo (7) de Carnaval.
Nem importa se eram masculinos ou femininos, bonitos ou feios, grandes ou pequenos, claros ou escuros. O pessoal estava lá, correndo, quase se estapeando por esses óculos, que desciam do céu de miniparaquedas. Eram centenas deles. Também não interessa se já estava com o seu par de lentes escuras com armação no rosto. Umas a mais, novinhas, não fazem mal.
Adriana Silva Costa, 19, conseguiu. Magrinha que é, conta vantagem. A vendedora disse ter empurrado um homem que estava na sua frente, um outro tropeçou e ela arrematou o brinde. “Por ser magra, ganhei na agilidade. Tem que desenrolar, né? Vou trabalhar com ele”, falou, referindo-se ao novo acessório.
O que apareceu de especialista em vento não se conta. “O vento vem do mar. Ele tem que jogar dali pra cair aqui na gente.” “Vou pra ali, porque o vento está levando para lá”. Mas a tempestade mesmo estava embaixo. Um verdadeiro tsunami de gente indo para um lado e para o outro.
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