quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Nosso objetivo é de que a inflação volte o mais rápido para a meta, afirma Dilma

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira, 7, em café da manhã com jornalistas, que fará "o possível" para garantir superávit primário de 0,5% neste ano e assegurar que a inflação comece a convergir para o centro da meta, de 4,5%. Para a presidente, a "banda de cima", com teto de 6,5%, tem de ser alcançada o mais rapidamente possível.

Depois de avisar que "todo o governo está empenhado em garantir" que 2016 seja melhor do que 2015, a presidente avisou que "se aprovar a CPMF e a DRU (desvinculação das receitas da União), se estas propostas forem encaminhadas e se estabilizar a economia, a inflação irá convergir para a meta".

Depois de dizer que vai lutar "com unhas e dentes" para manter a expectativa positiva da economia, a presidente emendou: "precisamos criar um outro ambiente no Brasil, com outras expectativas".

Dilma repetiu ainda que parte dos recursos da CPMF irão para os Estados e municípios e que estes recursos ajudarão a resolver os problemas graves da Saúde, principalmente no Rio de Janeiro. "Eu te asseguro que uma parte expressiva (da CPMF) resolve (o problema da saúde)", disse ela, ao salientar que é preciso que exista esta fonte de recursos.

No encontro com jornalistas, que durou cerca de duas horas, a presidente falou muito de economia e disse que "não está pensando" em usar as reservas cambiais do governo, que estão em torno de US$ 370 bilhões, para financiar programas de investimento, como defendem alguns segmentos do governo e o PT. "Sequer discutimos isso", declarou.

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