O Ceará fechou 33.411 vagas de trabalho em 2015. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho. Com o resultado, o Estado apresentou o pior resultado de geração de empregos desde 1998.
O último registro de baixa nas vagas de trabalho ocorreu em 1998, quando o Ceará encerrou 7.460 empregos. No ano passado o setor que mais apresentou perdas foi a indústria de transformação, com total de 17.328 desligamentos, seguido da construção civil (11.892 demissões).
A queda da produção industrial cearense, além da baixa confiança do industrial para investir são as causas apontadas por Guilherme Muchale, economista da Federação das Industrias do Ceará (Fiec), para a retração do setor no Estado. “O cenário era esperado, tendo em vista que a produção industrial cearense caiu quase 9%. A queda (de empregos) representa 6,45% do total de vagas para o setor”, esclarece. Ele acredita, porém, que a partir do segundo semestre de 2016, ocorra uma melhora significativa da geração de empregos para a indústria. “Com a elevação das exportações, puxada pela ZPE (Zona de Processamento de Exportações) e os investimentos em energias renováveis, o Estado apresentará sinais positivos”, aponta.
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