PESQUISA CNT
58,4% das rodovias do Ceará têm deficiência
Entretanto, 41,6% das estradas do Estado tiveram classificação ótima ou boa, o que representa melhora
00:00 · 05.11.2015 por Nayana Siebra - Repórter
Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada ontem (4), mostrou que as rodovias do Ceará somam deficiências em, pelo menos, 2.064 quilômetros, sendo classificadas de modo geral como regulares, ruins ou péssimas. O índice representa 58,4% do total de 3.534 quilômetros analisados. O número apresenta melhora em comparação com 2014. Conforme o levantamento, 41,6% (1.470 Km) tiveram classificação ótima ou boa no Estado, quando em 2014 foram 23,5%.
O estudo (que inclui a avaliação conjunta do pavimento, da sinalização e da geometria da via) mostra que 6,3% das rodovias avaliadas foram classificados como ótimos, 35,3% como bons, 37,4% como regulares, 16,8% como ruins e 4,2% como péssimos. O coordenador de estatística e pesquisa da CNT, Jefferson Cristiano, explica que os números registram melhora devido, principalmente, à sinalização e ao pavimento.
"A sinalização e o pavimento deram esse peso. Isso é reflexo também do próprio programa BR Legal do Governo Federal, que tem conseguido resultados com investimento de baixo custo", esclarece.
No pavimento, são consideradas as condições da superfície da pista principal e do acostamento, sendo regulares, ruins ou péssimos 56,5% da extensão avaliada, enquanto 43,5% foram considerados ótimos ou bons.
Em relação à sinalização, quando se observa a presença, visibilidade e legibilidade de placas, há problemas com 47,4%. Já a geometria da via engloba o tipo de rodovia (pista simples ou dupla), a presença de faixa adicional de subida, de pontes, de viadutos, de curvas perigosas e de acostamento. A pesquisa constatou que 82,2% da extensão das rodovias pesquisadas no Ceará não têm condições satisfatórias de geometria. De acordo com a CNT, é necessário R$ 1,33 bilhão para a reconstrução, restauração e a manutenção dos trechos danificados.
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