segunda-feira, 9 de novembro de 2015

 V Congresso Estadual do Psol no Ceará ontem foi marcado por um racha interno e clima de tensão entre filiados. O partido se dividiu em dois, elegendo diferentes presidentes para a sigla e lançando, de um lado, o deputado estadual Renato Roseno e, de outro, a militante Adelita Monteiro como pré-candidatos à Prefeitura de Fortaleza para as eleições de 2016.

Por volta do meio-dia do domingo, 8, um grupo deliberou pela pré-candidatura de Adelita, chapa única naquela reunião, na sede do Psol, no Benfica. Eles nomearam Alexandre Uchôa como presidente estadual da legenda.
DIVULGAÇÃO/PSOL
Adelita Monteiro garante lisura de plenária. Ela faz parte da corrente Resistência Popular e Socialista


Do outro lado da rua, no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora (antigo Colégio São Rafael), a maioria dos membros apontou a candidatura de Roseno e reconduziu a atual presidente estadual Cecília Feitoza ao cargo. A direção nacional deve decidir qual dos dois congressos será validado, durante o Congresso Nacional, que acontece em dezembro deste ano.

Se Adelita e Renato Roseno forem considerados pré-candidatos oficialmente, poderá haver prévias (eleições dentro do partido) para decidir quem segue na disputa pela prefeitura da Capital.

Causas do conflito
A cisma entre as duas frentes foi resultado de desacordo no terceiro dia do encontro estadual. A corrente Insurgência, do vereador João Alfredo e de Roseno, decidiu que não aceitaria a lista de delegados enviada pela direção nacional do partido. Eles disseram que houve fraude na plenária do município de Alcântaras. Segundo o grupo, uma ata teria sido adulterada para obter aprovação nacional de oito delegados. “Temos comprovante da perícia grafotécnica. Há coisas que são inegociáveis. Não negociamos fraude”, aponta Roseno.

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