V Congresso Estadual do Psol no Ceará ontem foi marcado por um racha interno e clima de tensão entre filiados. O partido se dividiu em dois, elegendo diferentes presidentes para a sigla e lançando, de um lado, o deputado estadual Renato Roseno e, de outro, a militante Adelita Monteiro como pré-candidatos à Prefeitura de Fortaleza para as eleições de 2016.
Por volta do meio-dia do domingo, 8, um grupo deliberou pela pré-candidatura de Adelita, chapa única naquela reunião, na sede do Psol, no Benfica. Eles nomearam Alexandre Uchôa como presidente estadual da legenda.
Adelita Monteiro garante lisura de plenária. Ela faz parte da corrente Resistência Popular e Socialista
Do outro lado da rua, no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora (antigo Colégio São Rafael), a maioria dos membros apontou a candidatura de Roseno e reconduziu a atual presidente estadual Cecília Feitoza ao cargo. A direção nacional deve decidir qual dos dois congressos será validado, durante o Congresso Nacional, que acontece em dezembro deste ano.
Se Adelita e Renato Roseno forem considerados pré-candidatos oficialmente, poderá haver prévias (eleições dentro do partido) para decidir quem segue na disputa pela prefeitura da Capital.
Causas do conflito
A cisma entre as duas frentes foi resultado de desacordo no terceiro dia do encontro estadual. A corrente Insurgência, do vereador João Alfredo e de Roseno, decidiu que não aceitaria a lista de delegados enviada pela direção nacional do partido. Eles disseram que houve fraude na plenária do município de Alcântaras. Segundo o grupo, uma ata teria sido adulterada para obter aprovação nacional de oito delegados. “Temos comprovante da perícia grafotécnica. Há coisas que são inegociáveis. Não negociamos fraude”, aponta Roseno.
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