JANEIRO
Novos casos de sarampo são registrados no CE
03.02.2015
A Secretaria da Saúde divulgou em boletim 29 novos casos confirmados da doença no Ceará
Apesar das recentes campanhas de vacinação, o sarampo termina janeiro com novos casos. Segundo o último boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), 29 novos registros foram confirmados em janeiro e outros 52 casos estão em investigação.
No Ceará, a Capital registrou a maior quantidade de casos. Desde 2013 até o momento, 327 pessoas tiveram a doença confirmada, além de outros 30 pacientes serem suspeitos de estarem infeccionados com sarampo. A incidência é de 13,1 ocorrências por cada 100 mil habitantes.
De acordo com o coordenador da Vigilância Epide-miológica do município, Antônio Lima, a maioria dos casos segue pulverizada em bairros das Regionais II, V, VI. "Ainda encontramos casos em bairros como o Jangurussu e o Barroso, na Regional VI; no Grande Bom Jardim, na Regional V, e no Vicente Pinzón e Cais do Porto, na Regional II. Contudo, estamos realizando varreduras para que nenhuma criança fique sem imunização, especialmente na faixa etária de 6 meses a 1 ano, que pelo calendário antigo não recebia a vacina tríplice viral".
Além de Fortaleza, os municípios cearenses com mais casos de sarampo são Massapê (127), Sobral (83), Uruburetama (61), Caucaia (19) e Forquilha (19).
Os principais sintomas da doença são febre, exantema (manchas vermelhas pelo corpo), conjuntivite e tosse. Três destes sintomas agregados sinalizam o sarampo.
Prevenção
No intuito de combater o surto de sarampo que atinge a capital cearense, a Prefeitura de Fortaleza mobilizou agentes de saúde nas áreas da cidade acometidas pela doença, fazendo visitas para vacinar a população.
A última sexta-feira foi o dia de "varredura" - termo que caracteriza a visita em todos os domicílios de uma região - no Quintino Cunha (Regional III).
Seis agentes de saúde percorreram logradouros na área, batendo de porta em porta, chamando a população para mostrar as carteiras de vacinação das crianças, com o objetivo de ver se a imunização estava em dia.
A situação encontrada em cada residência era anotada e encaminhada à unidade de saúde que assiste à região. Com os dados em mãos, a equipe do posto agenda outra mobilização, desta vez para o "monitoramento", quando irão a campo, além dos agentes de saúde, enfermeiro e auxiliar de enfermagem, para visitar as casas em que foi constatada a falta de imunização, com o intuito de aplicar as vacinas.
Bloqueio
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