IPCA
Inflação fecha em 0,07% em Fortaleza no mês de agosto
Redação Web / Agência Brasil | 09h47 | 05.09.2014
Média nacional da inflação fechou em 0,25%; com o aumento dos preços no mês, a inflação superou o teto da meta do Governo
Setor de transportes registrou maior aumento dos preços
no mês de agosto, na capital cearense
Foto: Agência Reuters
A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou agosto em 0,07% em Fortaleza. A variação de preços volta a crescer após regresso de 0,17% em julho. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (5), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre as 13 capitais pesquisadas, Fortaleza apresentou variação mais alta apenas que Belo Horizonte e Campo Grande, que apresentaram deflação (queda de preços). Em 2014, a inflação em Fortaleza chega a 3,66%, a quarta mais baixa do País; e nos últimos 12 meses, de agosto de 2013 para o mesmo mês deste ano, chega a 6,38%, a quinta menor.
O setor de transportes foi o que mais colaborou com o aumento da inflação na capital cearense, pois os preços aumentaram 0,77%. Educação, com inflação de 0,72%, e saúde e cuidados pessoais, com crescimento de 0,29% nos preços, também ajudaram com o aumento da inflação. Já os setores de artigos de residência (-0,65%) e alimentação e bebidas (-0,34%) contribuíram para equilibrar e impedir que a inflação fosse mais alta.
Já a média nacional apresentou variação de 0,25%, e o acumulado em 12 meses alcançou 6,51%, ultrapassando o teto da meta do Governo, de 6,5%. Em julho, a inflação do Brasil havia ficado em 0,01% e em agosto do ano passado, em 0,24%.
A inflação em agosto continuou sendo puxada pelo grupo de despesas com habitação, que, com taxa de 0,94%, respondeu por mais de metade do IPCA. Os principais itens individuais responsáveis pela alta do índice foram o de empregados domésticos, 1,26% mais caro, e energia elétrica com variação de 1,76% em agosto.
Os alimentos, por sua vez, com uma deflação de 0,15%, foram os principais responsáveis por evitar uma alta mais acentuada do IPCA brasileiro.
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