Diesse pesquisou
Preço do tomate cai e cesta básica de Fortaleza é a terceira mais barata do País
14h37 | 04.09.2014
Levantamento foi feito em 18 capitais brasileiras; O maior recuo foi apresentado em Manaus
feijão, arroz e manteiga continuaram praticamente com o
mesmo preço em relação ao mês passado.
FOTO: KLEBER A. GONÇALVES
O preço da cesta
básica em Fortaleza teve redução de 2,96% em comparação com o mesmo
período do mês passado e fechou agosto custando R$
278,68. A cesta básica cearense ficou como a terceira mais
barata do país, de acordo com os dados apresentados pelo Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)
divulgados nesta quinta-feira (4).
Manaus (-7,69%) e
Aracajú (-3,84%) apresentaram os menores preços seguidos de
Fortaleza (-2,96%), Natal (-2,35%) e
Belém (-2,22%). Florianópolis é a capital que
tem a cesta básica mais cara com R$ 340,00, mesmo aparecendo na
pesquisa com a sétima maior queda no preço. Vitória, foi a capital que
apresentou o menor recuo no preço com apenas -0,48%.
O levantamento divulgado nesta
quinta (4) pesquisou o preço da cesta básica em 18 capitais
brasileiras. Em todas houve redução no preço se
comparado com o mês anterior, fator que pode ser explicado pela queda no preço
do tomate, um dos produtos mais decisivos entre os itens da
cesta. "O preço do tomate caiu em 15 das 18 capitais. Isso ocorre porque o
tomate é irrigado e não depende muito de chuva", explicou a economista da
Dieese, Elizama Paiva.
A especialista explicou que o item a
partir do segundo semestre, tende a ficar mais
barato, o que pode resultar numa continuidade na queda de preços da
cesta básica, já que ele é um dos alimentos que mais pesam na hora de definir o
preço. "90% do tomate do Ceará nasce a partir de irrigação por gotejamento, o
que resulta na maior produtividade. A tendência é que com a chegada da terceira
safra, os preços voltem a cair", afirmou Elizama.
Em agosto, o item teve deflação de
-15%,49 e saiu por R$ 43,20 ante R$ 51,12 no mês de julho. Produtos como
manteiga, pão, banana, o feijão e o arroz apresentaram praticamente o mesmo
valor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário