quarta-feira, 20 de agosto de 2014

ALERTA

Tuberculose atinge 3,5 mil pessoas por ano no Ceará

20.08.2014

No ano passado, 240 pacientes morreram vítimas da enfermidade, sendo 120 de Fortaleza

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FOTO: ALEX COSTA
A tuberculose está associada a uma doença secular, que, entre o fim do século XIX e meados do XX, levou a óbito milhares de pessoas, entre elas, poetas e compositores como Castro Alves, Álvares de Azevedo e Noel Rosa, no Brasil, e John Keats e Lord Byron, na Europa. Para muita gente, é um mal debelado que, em determinado momento da história, obrigou centenas de infectados a se exilar por meses ou anos em sanatórios ou em cidades de clima ameno, para se tratar. No Ceará, as cidades serranas e o Hospital Dr. Calos Alberto Studart Gomes, antigo Sanatório de Messejana, eram opções.
Infelizmente, a tuberculose - mesmo com a prevenção, tratamento e cura - não ficou no passado. Ela está mais viva do que nunca, sendo um dos grandes desafios para a saúde pública brasileira. No Ceará, a enfermidade mata, em média, 240 pessoas por ano. Fortaleza contabiliza a metade desse total, com 120 óbitos. O Estado está em sétimo lugar em número de casos anuais no País, são 3,5 mil ocorrências e uma incidência de 37 por 100 mil habitantes. A taxa de mortalidade também é alta: 2,8 por 100 mil casos. São Paulo lidera a lista nacional com 16 mil casos por ano. No Nordeste, a Bahia aparece em primeiro, com 4,7 mil ocorrências.
A cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil casos novos no Brasil e ocorrem 4,6 mil mortes em decorrência da doença. O País ocupa o 17º lugar entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no mundo.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que o surgimento da Aids e o aparecimento de focos de tuberculose resistente aos medicamentos agravam ainda mais esse cenário. O medo do preconceito também afasta doentes do tratamento. Muitos, afirma a pneumologista Sandra Maria Pedrosa, negam ou negligenciam os seus sintomas e, com isso, transmitem o bacilo para outras pessoas.

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